Especialista explica como a qualidade da proteína influencia o metabolismo e lista alimentos que ajudam na saciedade, na massa muscular e na saúde metabólica
Por Thamiris Guidoni
Contar gramas de proteína ao longo do dia se tornou um hábito para quem busca emagrecer, ganhar massa muscular ou simplesmente melhorar a alimentação. Com a popularização de aplicativos de nutrição e dietas hiperproteicas, muitas pessoas passaram a focar em atingir a meta diária do nutriente. Mas especialistas alertam que a qualidade da proteína consumida pode ser tão importante quanto a quantidade.
Segundo a endocrinologista e metabologista Gisele Lorenzoni, fatores como digestibilidade, composição nutricional e presença de compostos bioativos influenciam diretamente os benefícios que cada alimento pode oferecer ao organismo.
“Muitas pessoas conseguem atingir a quantidade de proteína recomendada para o dia, mas não têm os resultados esperados. Isso acontece porque a nutrição vai muito além dos números. Precisamos considerar a qualidade das fontes proteicas e a capacidade de absorção pelo organismo”, explica.
De acordo com a especialista, diferentes alimentos podem contribuir de formas distintas para a saciedade, a manutenção da massa muscular, a saúde intestinal e até o equilíbrio hormonal. Por isso, a escolha das fontes proteicas deve levar em conta não apenas o teor de proteína, mas também as necessidades e os objetivos individuais.
Conheça 5 proteínas que podem fazer diferença no metabolismo
1- Frango
Considerado um dos alimentos mais presentes em dietas voltadas para emagrecimento e ganho de massa muscular, o frango oferece proteína de alto valor biológico e baixo teor de gordura. Segundo a médica, é uma opção que favorece a saciedade e auxilia na preservação da musculatura.
2- Patinho
Entre os cortes bovinos mais recomendados por nutricionistas e médicos, o patinho se destaca pela boa densidade proteica associada a uma quantidade reduzida de gordura quando comparado a outras carnes vermelhas.
3- Tilápia
Para quem busca refeições mais leves ou apresenta maior sensibilidade digestiva, a tilápia pode ser uma alternativa interessante. O peixe fornece proteína de alta qualidade e costuma ser mais fácil de digerir.
4- Tofu
Derivado da soja, o tofu é uma das principais fontes de proteína vegetal. Além do teor proteico, contém compostos naturais que podem trazer benefícios para a saúde feminina, especialmente durante fases como climatério e menopausa.
5- Grão-de-bico
Muito além da proteína vegetal, o grão-de-bico fornece fibras, vitaminas e minerais importantes. O alimento também contém triptofano, aminoácido precursor da serotonina, neurotransmissor relacionado à sensação de bem-estar e ao equilíbrio do humor.
Além dessas opções, a endocrinologista destaca que alguns alimentos vêm despertando interesse por seus possíveis benefícios complementares. Um exemplo é o caldo de ossos, fonte de aminoácidos que podem contribuir para a saúde intestinal e para a qualidade do sono.
Apesar das vantagens associadas a diferentes alimentos, a especialista ressalta que não existe uma fonte proteica ideal para todas as pessoas.
“O que funciona para uma pessoa pode não ser a melhor estratégia para outra. A individualização é fundamental. A avaliação médica e nutricional permite identificar quais fontes proteicas, quantidades e horários de consumo são mais adequados para cada objetivo e condição clínica”, afirma.
O que avaliar na hora de escolher uma proteína?
- Quantidade de proteína por porção;
- Facilidade de digestão;
- Teor de gordura;
- Presença de fibras, vitaminas e minerais;
- Grau de saciedade proporcionado pelo alimento;
- Objetivos individuais, como emagrecimento, ganho de massa muscular ou melhora da saúde metabólica.
A orientação dos especialistas é investir em escolhas variadas e adequadas às necessidades de cada organismo. Afinal, quando o assunto é alimentação, qualidade e estratégia costumam caminhar juntas.

