Em entrevista à ES Brasil, a nutricionista Paula Claudino aponta hábitos comuns que podem comprometer a qualidade das refeições e explica como tornar a alimentação mais equilibrada
Por Thamiris Guidoni
Comer bem nem sempre está relacionado a dietas restritivas ou produtos considerados saudáveis. Muitas vezes, hábitos incorporados à rotina acabam comprometendo a qualidade da alimentação sem que as pessoas percebam. A falta de planejamento, o excesso de alimentos ultraprocessados e a crença de que uma alimentação equilibrada depende de produtos caros estão entre os principais desafios.
Em entrevista à ES Brasil, a nutricionista clínica e professora do curso de Nutrição da Estácio ES, Paula Claudino, explica que ainda existe a percepção de que manter uma alimentação saudável custa mais caro. Segundo ela, parte dessa ideia está associada à valorização de produtos fitness, importados, orgânicos ou industrializados com apelo saudável.
“Uma alimentação de boa qualidade pode ser construída com alimentos simples, como arroz, feijão, ovos, legumes, verduras, frutas da estação e tubérculos. Alimentação saudável não precisa estar ligada a produtos caros ou da moda”, afirma.
Para a especialista, o problema vai além do preço dos alimentos. A rotina acelerada, a falta de tempo para cozinhar e a praticidade oferecida por refeições prontas e aplicativos de entrega também influenciam as escolhas alimentares. Além disso, produtos ultraprocessados estão cada vez mais presentes no cotidiano e acabam ocupando o espaço que poderia ser destinado a alimentos frescos.
Hábitos que merecem atenção
Segundo Paula , algumas atitudes comuns podem comprometer a qualidade da alimentação:
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Fazer compras sem planejamento ou sem lista;
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Não verificar os alimentos que já existem em casa;
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Consumir frequentemente ultraprocessados, como biscoitos, salgadinhos e bebidas açucaradas;
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Depender excessivamente de delivery e refeições prontas;
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Descartar sobras e ingredientes que poderiam ser reaproveitados;
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Dar prioridade a produtos com apelo saudável em vez de alimentos in natura;
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Reduzir a variedade de frutas, legumes e verduras no cardápio.
A nutricionista destaca que pequenas mudanças podem fazer diferença. Planejar as refeições da semana, aproveitar melhor os alimentos disponíveis, priorizar produtos da estação e investir em preparações caseiras são estratégias que ajudam a melhorar a qualidade das refeições.
“O cardápio não precisa ser sofisticado. O mais importante é que ele tenha comida de verdade, variedade dentro do possível e alimentos que a família consiga comprar, preparar e aproveitar bem”, conclui.

