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Especialista alerta para doença confundida com obesidade

A endocrinologista Gisele Lorenzoni explica os sinais do lipedema, condição crônica que afeta principalmente mulheres, costuma ser confundida com excesso de peso

Por Thamiris Guidoni

Muitas mulheres passam anos tentando emagrecer sem entender por que determinadas regiões do corpo parecem não responder a dietas, exercícios físicos ou mudanças no estilo de vida. O que frequentemente é interpretado como obesidade, gordura localizada ou retenção de líquidos pode esconder uma condição crônica ainda pouco conhecida: o lipedema.

Caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura, principalmente nas pernas, quadris e, em alguns casos, nos braços, a doença afeta predominantemente mulheres e costuma estar associada a fatores hormonais e genéticos. Apesar de atingir milhões de pessoas, o lipedema ainda enfrenta um grande desafio: o subdiagnóstico.

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Segundo a endocrinologista Gisele Lorenzoni, muitas pacientes chegam ao consultório após anos de tentativas frustradas de reduzir medidas.

“Mesmo com alimentação equilibrada, atividade física regular e perda de peso, as pernas podem permanecer desproporcionais em relação ao restante do corpo. Esse é um sinal que merece investigação”, afirma.

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“Muitas mulheres acreditam que esses sintomas fazem parte do ganho de peso ou da retenção de líquidos. Isso contribui para o atraso no diagnóstico”, explica a especialista.

Diagnóstico precoce faz diferença

Embora não exista cura definitiva, o tratamento ajuda a controlar os sintomas e retardar a progressão da doença. A abordagem pode incluir acompanhamento médico, alimentação equilibrada, atividade física, fisioterapia especializada, drenagem linfática e uso de roupas compressivas.

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“Dor frequente nas pernas, hematomas recorrentes ou uma desproporção corporal que não melhora com mudanças no estilo de vida não devem ser considerados normais. Quanto mais cedo ocorre o diagnóstico, melhores tendem a ser os resultados do tratamento”, destaca Gisele.

Ainda pouco conhecida pela população, a doença reforça a importância de olhar para além da balança. Em muitos casos, o que parece ser apenas uma dificuldade para emagrecer pode ser um sinal de que o organismo precisa de atenção especializada.

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