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Consumo de café no trabalho ajuda no foco e convivência

Especialistas explicam como o café vai além da produtividade e se torna ferramenta de socialização, bem-estar e conexão entre colegas nas empresas

Por Thamiris Guidoni

Entre reuniões, planilhas e prazos apertados, o tradicional cafézinho segue ocupando espaço importante na rotina das empresas brasileiras. O hábito deixou de ser apenas uma forma de espantar o sono e passou a funcionar como um momento de pausa, convivência e troca entre colegas de trabalho.

 

Às vésperas do Dia Nacional do Café, celebrado em 24 de maio, especialistas destacam que o consumo moderado pode contribuir para o foco e a produtividade, além de funcionar como ferramenta de convivência no ambiente corporativo.

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Em entrevista à ES Brasil, Amanda Fiorotti, docente do curso de Nutrição do Centro Universitário Estácio, em Vitória, explica que a cafeína atua estimulando o sistema nervoso central, aumentando a sensação de foco, disposição e produtividade ao longo do expediente.

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Segundo ela, muitas pessoas percebem melhora do estado de alerta, redução do cansaço e até desempenho cognitivo após o consumo da bebida. Apesar disso, Amanda alerta que o café não substitui sono, alimentação equilibrada e rotina saudável.

“Quando a fadiga é constante, o excesso de café pode acabar mascarando um problema maior, como privação de sono, estresse ou alimentação inadequada”, afirma.

A nutricionista destaca ainda que cada organismo responde de maneira diferente à cafeína. Enquanto algumas pessoas se sentem mais produtivas, outras podem apresentar ansiedade, palpitações e irritabilidade.

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De forma geral, o consumo considerado seguro para adultos saudáveis varia entre duas e quatro xícaras por dia, o equivalente a cerca de 300 a 400 mg de cafeína, dependendo do preparo.

Ela também chama atenção para fatores como qualidade do sono, uso de medicamentos, gastrite, hipertensão descompensada e gestação, que devem ser considerados no consumo diário.

“O mais importante é observar como o organismo responde e evitar excessos, especialmente quando o café passa a ser usado como compensação para fadiga constante ou noites mal dormidas”, pontua.

Muito além da cafeína

Além dos efeitos fisiológicos, o café também mantém um papel importante na convivência dentro das empresas. Para Vitória Pollesi, professora do curso de Psicologia da Estácio, os momentos informais em torno do café ajudam a tornar o ambiente de trabalho mais saudável e menos desgastante.

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“O tradicional cafézinho ainda tem um papel importante na socialização e no networking dentro das empresas. Muitas vezes, através desse contato, conseguimos pensar juntos em como deixar o trabalho mais dinâmico, menos maçante e mais saudável”, destaca.

Segundo a psicóloga, pequenas pausas ao longo do expediente impactam positivamente a produtividade, a criatividade e o clima organizacional. Ela afirma que, além dos efeitos da bebida, esses momentos criam espaços de descontração em um ambiente onde as pessoas passam grande parte da vida.

Vitória conta ainda que costuma chegar mais cedo ao trabalho justamente para aproveitar essas trocas informais com colegas.

“Esses momentos propiciam uma socialização e possibilidades de criação de vínculos para além do trabalho. Isso faz com que nos identifiquemos com nossos colegas e também nos sintamos mais pertencentes ao grupo”, afirma.

Aumento do consumo do café no Brasil

O consumo de café no Brasil aumentou 2,44% nos quatro primeiros meses de 2026, somando 4,9 milhões de sacas de 60 quilos, segundo a Abic, com dados do Estadão Conteúdo.

A alta começou em março, quando o avanço chegou a 10,25%, e seguiu em abril, com crescimento de 3,66%. Em 2025, o setor havia registrado queda de 2,31% no consumo, impactado pela alta de preços.

Com maior oferta de matéria-prima em 2026, os preços recuaram. O café tradicional caiu 15,51% em abril, para cerca de R$ 55,34 o quilo.

Entre as categorias, apenas cafés especiais (16,9%), descafeinados (21%) e solúvel (0,55%) tiveram alta.  As informações são do Estadão Conteúdo.

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