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Diagnóstico inadequado pode agravar alergias; entenda

Na Semana Mundial da Alergia, médica destaca a importância de identificar gatilhos e buscar acompanhamento especializado para evitar complicações

Por Thamiris Guidoni

Coceira persistente, espirros frequentes, manchas na pele, falta de ar ou reações após o consumo de determinados alimentos podem parecer sintomas isolados, mas muitas vezes são sinais de alergias que exigem investigação médica. Na Semana Mundial da Alergia, a data chama atenção para a importância do diagnóstico correto e do acompanhamento especializado para garantir qualidade de vida e prevenir agravamentos.

Em entrevista à ES Brasil, a alergista, imunologista e pneumopediatra da Bluzz Saúde, dra. Marcia Bellote, alerta que um dos principais desafios é fazer com que as pessoas compreendam que nem toda alergia se manifesta da mesma forma.

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“É muito comum que as pessoas tratem qualquer reação alérgica da mesma forma, mas isso pode atrasar o diagnóstico e até agravar o problema. Identificar o gatilho é essencial para definir a melhor estratégia de tratamento e evitar novas crises.”

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As alergias podem se manifestar de diferentes maneiras, sendo as respiratórias, alimentares e dermatológicas as mais frequentes. Embora todas envolvam uma resposta do sistema imunológico, cada uma apresenta causas, sintomas e tratamentos específicos, o que torna indispensável a avaliação especializada.

Entre os principais gatilhos estão ácaros, poeira, pólen, pelos de animais, alimentos, medicamentos e picadas de insetos. A identificação correta desses agentes é fundamental para orientar medidas preventivas e definir a abordagem terapêutica mais adequada para cada paciente.

Segundo a especialista, o diagnóstico precoce permite maior controle dos sintomas e reduz impactos na rotina.

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“Quando a alergia é corretamente identificada, o paciente aprende a conviver com a condição sem abrir mão da qualidade de vida. Em muitos casos, é possível controlar os sintomas com medidas simples, desde que exista acompanhamento médico e o tratamento seja individualizado.”

A médica também alerta para práticas adotadas sem orientação profissional, como a exclusão de alimentos da dieta, o uso de medicamentos por conta própria ou mudanças de hábitos sem indicação médica.

“Cada organismo responde de uma maneira. Por isso, a investigação deve ser feita de forma criteriosa, para que o paciente receba um tratamento adequado, sem restrições desnecessárias e com mais segurança.”

O diagnóstico das alergias é realizado por meio da avaliação clínica e, quando necessário, de exames específicos capazes de identificar a origem das reações. A partir desse processo, podem ser indicadas medidas preventivas, tratamentos medicamentosos e, em alguns casos, imunoterapia, contribuindo para um controle mais eficaz da doença e mais segurança para pacientes de todas as idades.

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