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Rochas naturais: setor une forças nos EUA contra tarifaço

Audiências discutem impacto de tarifas em rochas brasileiras no mercado americano

Por Amanda Amaral 

Até 15 de julho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) deve apresentar uma avaliação final ao presidente Donald Trump, após a realização de audiências públicas esta semana com representantes da cadeia de diferentes produtos brasileiros, em Washington, D.C.. 

Os eventos promovidos pelo USTR tinham como objetivo discutir a tarifa adicional de 25% que o país quer impor sobre o Brasil no âmbito da Seção 301 da legislação comercial americana. Caso não sejam isentas, pedras como mármore, granito e ardósia serão tarifadas. A exceção no momento é apenas o quartzito. 

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O vice-presidente da Associação Brasileira de Rochas Ornamentais (Centrorochas), Fábio Cruz, participou da audiência na terça-feira (07): “O maior interesse desta administração é que você construa uma presença institucional forte nos EUA: que se apresente, vá ao Congresso e fale com as instituições locais. Acho que é isso que está sendo crucial”, disse em entrevista à ES Brasil. 


O posicionamento apresentado pela Centrorochas foi reforçado durante a audiência pelo Natural Stone Institute (NSI), principal entidade representativa do setor nos Estados Unidos, e com respaldo de importadores e distribuidores americanos.

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“Por um lado, foi bem positivo [a audiência]. No nosso caso específico, além da minha apresentação, a Associação do setor nos EUA corroborou com o que falamos, isso foi muito bom, pois foi um pleito coordenado. Isso não ocorreu com todos os setores brasileiros, pois em alguns casos, os americanos são a favor da tarifa”, explicou Cruz. 

Desde as tarifas aplicadas pelos EUA as pedras brasileiras em 2025, o setor de rochas brasileiro intensificou sua agenda nos EUA para alinhamento com o mercado e instituições políticas. “Vamos dar continuidade ao projeto do nosso escritório de lobby. A próxima agenda é em setembro, e então vamos procurar os think tanks e o Congresso americano para dar sequência ao nosso trabalho”, disse. 

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Posicionamento do setor 

O posicionamento do setor de rochas na audiência do USTR ressaltou que aproximadamente 99,9% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos são compostas por produtos semimanufaturados (chapas), utilizados principalmente na fabricação de bancadas de cozinha e banheiro, revestimentos e outras aplicações residenciais e comerciais de alto padrão. 

Fábio Cruz editada
Fábio Cruz é vice-presidente da Centrorochas. Foto: divulgação

Esses produtos não representam concorrência direta à produção doméstica americana, segundo Cruz. Em 2025, o Brasil exportou US$ 795 milhões em rochas naturais para o mercado americano, totalizando aproximadamente 587 mil toneladas, o Espírito Santo foi responsável por quase 80% das exportações totais no período. Na segunda-feira (07), o setor de café solúvel do Brasil apresentou suas considerações ao USTR. 

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