Com foco em eficiência e inovação, a cooperativa investe em inteligência artificial para automatizar processos e otimizar atendimentos
Por Kamila Conceição
A automação de processos por Inteligência Artificial (IA) fez a cooperativa Sicredi Serrana economizar horas de trabalho operacional por ano. A tecnologia transformou a rotina da instituição financeira, gerando eficiência e redução de custos ao liberar a equipe para focar em tarefas estratégicas e de maior valor. O principal objetivo foi aumentar a produtividade, e melhorar a experiência dos associados, utilizando a tecnologia como uma ferramenta de apoio às pessoas.
O setor jurídico da empresa está entre as primeiras áreas contempladas pelo uso da inteligência artificial. Com a automação de documentos a IA auxilia na validação de informações, além de acelerar a execução de projetos. A escolha de priorizar esse setor ocorreu por apresentar claras oportunidades de ganho de produtividade e redução do tempo necessário para a realização de atividades que, anteriormente, dependiam exclusivamente de trabalho manual intensivo.
Segundo o diretor-executivo da Sicredi Serrana, Fabrício Cambruzzi, os resultados já são bastante concretos, e a otimização dos serviços já pode ser percebido na prática.
“Hoje estimamos uma economia superior a duas mil horas por ano em atividades operacionais e repetitivas. Houve ainda uma redução de aproximadamente 20% no retrabalho em processos revisados e uma aceleração significativa na execução de projetos. Os associados também se beneficiam de atendimentos mais rápidos e acessíveis por meio de soluções como o Theo GPT, um app próprio do Sicredi”, Afirma.
A empresa aposta em um ecossistema que reúne soluções de mercado e ferramentas desenvolvidas sob medida para atender às demandas da cooperativa. Entre as iniciativas está o Theo GPT, assistente virtual criado pelo Sistema Sicredi para ampliar a autonomia dos associados. A estratégia é combinar tecnologias já consolidadas com soluções adaptadas à realidade da instituição, mantendo como prioridade os requisitos de segurança e governança exigidos pelo setor financeiro.
Os desafios também fizeram parte da implementação da inteligência artificial na instituição, de acordo com Fabrício, o processo exigiu mudanças que foram além da adoção de novas tecnologias. “A implementação da inteligência artificial é uma jornada contínua, construída ao longo dos últimos anos. Entre os principais desafios estiveram a adaptação cultural, a capacitação das equipes, a definição de políticas e a identificação dos processos com maior potencial de automação. Mais do que implantar tecnologia, foi necessário construir uma cultura voltada para inovação e uso responsável da IA” declara o diretor.


