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Café capixaba avança em mercados internacionais; veja quais

Demanda cresce na Ásia, Leste Europeu e Oriente Médio, ampliando exportações e consolidando novos mercados para o café capixaba no exterior

Por Amanda Amaral e Letícia Arcanjo

Uma nova fronteira de consumo vem ganhando força e ampliando as oportunidades para os produtores de café capixabas. Países da Ásia, do Leste Europeu e do Oriente Médio têm aumentado a demanda pelo produto nos últimos anos, impulsionando a diversificação dos mercados compradores e fortalecendo a presença internacional do café produzido no Espírito Santo. 

O café é o principal produto do agro capixaba, e nos três primeiros meses do ano chegou a 68 países, totalizando R$ 316,5 milhões em exportações. Países como Indonésia e Polônia se destacam, por exemplo, na importação do café solúvel – produto de maior valor agregado. 

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“A grande nova fronteira do consumo de café é a Ásia. Quando olhamos para países como China, Coreia do Sul e Indonésia, vemos mercados que tradicionalmente tinham o chá como principal bebida, mas que vêm incorporando o café ao dia a dia. Estados Unidos e Europa já são mercados consolidados, o grande espaço para crescimento aparece quando olhamos para o Oriente”, pontua o presidente do Sindicato dos Corretores de Café do Espírito Santo (SCCES), Marcus Magalhães.

Ásia e Leste Europeu

O secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, destaca que, além da Ásia, países do Leste Europeu também vêm ampliando a participação nas compras de café capixaba.  “Nós exportamos café também para alguns outros países que reexportam o nosso produto”, afirma.

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No segmento de café solúvel, o secretário ressalta que a Indonésia já aparece entre os três principais destinos das exportações capixabas no primeiro trimestre deste ano, ao lado dos Estados Unidos e da Polônia, reforçando o avanço do produto em mercados asiáticos e do Leste Europeu.

Enio Bergoli é Secretário de Estado da Agricultura. Foto: Next Editorial/Jerry Apolinário
Enio Bergoli é Secretário de Estado da Agricultura. Foto: Next Editorial/Jerry Apolinário

“Em princípio, o Espírito Santo mantém uma presença internacional consolidada nas exportações de café, com destaque para a força do café verde e para o café Solúvel, que representa a agregação de valor e mercado estratégico. Esse desempenho confirma a competitividade do café capixaba combinando escala, diversidade de destino e também presença”, diz.

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Oriente Médio

Outra região que tem ganhado relevância é o Oriente Médio. Entre janeiro e abril, as exportações totais de café para a região movimentaram US$ 40,46 milhões, com alta de 59,3. Além disso, o Oriente Médio adquiriu 6,88 milhões de quilos de café capixaba nos quatro primeiros meses de 2026, registrando alta de 50,1% no volume em relação ao mesmo período do ano anterior.

Nos últimos cinco anos, os países que mais se destacaram na pauta exportadora da Nater Coop foram Egito, Paquistão, Dubai, Turquia e Marrocos, segundo Carlos Altoé, especialista de Mercado de Café e Qualidade da cooperativa, que é a maior empresa agro do Estado pelo ranking IEL. “Em relação ao café verde, produto com o qual trabalhamos, temos observado uma demanda crescente, especialmente no que diz respeito ao mercado do Oriente Médio”, disse. 

O presidente do SCCES ressalta que países do Golfo, especialmente a Arábia Saudita, vêm registrando aumento no consumo da bebida, mesmo em meio às instabilidades geopolíticas da região. 

Marcus Magalhães é presidente do Sindicato dos Corretores de Café do Espírito Santo (SCCES). Foto: Divulgação
Marcus Magalhães é presidente do Sindicato dos Corretores de Café do Espírito Santo (SCCES). Foto: Divulgação

O mesmo ponto também é destacado por Altoé. Para o especialista, o consumo de café no Oriente Médio continua crescendo, com expansão de cafeterias, torrefações e do consumo em geral. “Isso faz com que os importadores busquem fornecedores confiáveis, com volume, regularidade e qualidade, características que a cooperativa consegue oferecer. Por isso, acreditamos que esse aumento não é um movimento pontual, mas uma tendência que deve continuar nos próximos anos”, pontua.

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Altoé também acredita que esse crescimento acontece, porque o perfil dos cafés capixabas atende muito bem ao que esses mercados procuram. “Os cafés do Espírito Santo costumam ser bastante competitivos em preço quando comparados a outras origens, principalmente para os padrões de qualidade do Oriente Médio”, explica

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