Nova operação no Porto de Vitória elimina caminhões na descarga e aumenta a competitividade do ferro-gusa capixaba
Por Amanda Amaral
A Vports dá início a operação com a nova moega – estrutura utilizada para recepção e descarga de produtos transportados por trem em navios, sem uso de caminhões, no segundo semestre deste ano. Os primeiros trens devem rodar em julho, na inauguração, e já estão previstos embarques de navios em agosto, segundo a companhia.
A moega – que permite a integração do sistema ferroviário à operação portuária, foi inaugurada recentemente, no Complexo Portuário de Vitória. Com isso, o modal passará a receber trens novamente, formando um novo corredor para escoamento do ferro-gusa.
Com isso, a Vports esperar ampliar a movimentação de gusa pelo Estado, que somente no primeiro trimestre deste ano, cresceu 94% em relação ao mesmo período de 2025. A expectativa é dobrar de 500 mil toneladas por ano para 1 milhão de toneladas/ano – com a nova estrutura de descarregamento em funcionamento.
A moega, estrutura utilizada para recepção e descarga de produtos transportados por trem, é parte da ferrovia entregue pela Vports em 2024. Os trilhos, conectados à Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e à Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), receberam investimentos de R$ 16 milhões. A iniciativa conta ainda com parceira da Multilift.
“Permitir a integração entre modais é um passo fundamental para ampliar a eficiência e reduzir o custo logístico total, com ganhos para toda a cadeia. A distribuição de cargas, conforme as especificidades de cada porto, contribui para um sistema equilibrado e competitivo. Nesse sentido, a Vports tem avançado em iniciativas voltadas a maximizar a infraestrutura e potencializar a vocação de seus portos”, avalia o CEO da Vports, Gustavo Serrão.

O ferro-gusa é uma matéria-prima obtida a partir da redução do minério de ferro em altos-fornos, sendo a base para a produção de aço. É um insumo estratégico para diversos segmentos industriais, com forte demanda tanto no mercado interno quanto no comércio exterior.
No último ano, o Corredor Leste da VLI, por onde a commodity será transportada, movimentou cerca de 16 bilhões de TKU – toneladas por quilômetro útil, aumento de 10,5%, em comparação com 2024. “O aumento da competitividade logística fortalece o ambiente de negócios e amplia a capacidade do Espírito Santo de se posicionar como um corredor estratégico para exportação de commodities”, afirmou Serrão.

