Práticas ambientais adotadas pelos portos buscam reduzir o consumo de recursos naturais e tornar as operações mais sustentáveis
Por Pedro Henrique Oliveira
Depois de ampliar o controle sobre a água de lastro e fortalecer a fiscalização ambiental, os portos passaram a investir também em outras iniciativas voltadas à sustentabilidade. O reúso de água, a gestão de resíduos e a dragagem com menor impacto ambiental integram uma estratégia que alia competitividade logística e preservação dos recursos naturais.
Água de reúso e dragagem responsável
Enquanto o controle da água de lastro ganha relevância internacional, os portos também ampliam investimentos em outras frentes ambientais consideradas estratégicas para a competitividade logística. Entre elas estão o reúso hídrico, a redução de emissões, a gestão de resíduos e a dragagem com menor impacto ambiental.
Na avaliação de Camila Bridi, gerente de Gestão e Sustentabilidade da Vports, concessionária responsável pela administração dos portos de Vitória, Vila Velha e Barra do Riacho, o conceito de “porto verde” deixou de ser só uma agenda ambiental e passou a integrar diretamente a gestão operacional e a estratégia de negócios dos terminais.
“Utilizamos o conceito de ‘Porto Verde’ de forma ampla, a partir de uma gestão ambiental de alto padrão associada à busca de estratégias inovadoras relacionadas aos principais impactos da atividade”, afirma.

O reúso de água para lavagem de pátios, umectação de vias internas, controle de poeira e serviços operacionais é visto como uma alternativa para reduzir a pressão sobre o consumo de água potável nos terminais.
No Portocel, terminal privado especializado na movimentação de celulose localizado em Aracruz, a estratégia também envolve monitoramento ambiental contínuo, digitalização de processos, programas estruturados de gestão de resíduos e participação em conselhos ligados à conservação marinha e terrestre.
A nova logística verde não será medida apenas pela eficiência na movimentação de cargas. Nos portos capixabas, a competitividade também passará pela capacidade de controlar a água de lastro, monitorar dragagens, reduzir consumo hídrico, dar destino correto aos resíduos e comprovar governança ambiental. O porto do futuro movimentará mais cargas, com menos impacto.
Essa matéria é uma republicação da edição 234 da Revista ES Brasil – Anuário Verde. Confira a edição digital completa aqui.

