Atlas da Findes mostra força dos portos no Estado, além da vice-liderança nacional na movimentação de celulose
Por Amanda Amaral
Os portos do Espírito Santo – quarto no país na movimentação de cargas portuárias, são um dos principais pontos de entrada e saída de mercadorias no Brasil. Atualmente, o Estado lidera no país a movimentação de ferro/aço, carvão mineral e rochas naturais.
As informações constam no Atlas Portuário do Espírito Santo, estudo elaborado pelo Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), divulgado este mês, durante a Modal Expo – feira de logística realizada na Serra.
Com relação ao carvão mineral, o Estado é o principal ponto de entrada do produto no país. Já as rochas são escoadas pelo Porto de Vitória, única infraestrutura portuária multipropósito do Espírito Santo, que exporta quase 80% do material brasileiro. No ano passado, as exportações de pedras naturais bateram recorde de faturamento, US$ 1,48 bilhão, segundo a Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas).
O ferro e o aço são movimentados pelo Terminal de Produtos Siderúrgicos (TPS). O Espírito Santo também é o segundo no país na movimentação de celulose, sendo realizada no Espírito Santo pelo Portocel.
O minério de ferro é a carga mais movimentada no Estado, mas no ranking nacional o Espírito Santo é o terceiro na movimentação do produto. É escoado pelos terminais de Praia Mole, Ponta de Ubu e Tubarão – o terceiro maior porto em movimentação de cargas do Brasil.
No Espírito Santo, as grandes plantas industriais possuem terminais portuários próprios: Suzano com o Portocel; ArcelorMittal com o Terminal de Produtos Siderúrgicos; Vale com o Porto de Tubarão; e Samarco com o Porto de Ubu. Conforme dados do Atlas, esses terminais tornaram o Espírito Santo referência nacional na movimentação de alguns dos principais produtos da pauta exportadora brasileira.

No lançamento do Atlas Portuário do Espírito Santo, a Findes ressaltou que o documento está integrado ao projeto Atlas da Infraestrutura, que foi divulgado em maio deste ano. O documento combina análises técnicas, dados socioeconômicos e um mapa visual que reúne informações sobre os terminais existentes no Estado e os projetos futuros.
Na ocasião, Paulo Baraona destacou: “A publicação será um guia para a tomada de decisão de investidores, apresentando estatísticas sobre a movimentação de cargas e a conectividade dos portos capixabas com as redes ferroviária e rodoviária. Além das especificações físicas dos terminais, os textos abordam o contexto histórico e os marcos regulatórios que sustentam o crescimento do sistema portuário nacional”.

