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ES investe em financiamento climático e infraestrutura resiliente

Estado amplia recursos para projetos de adaptação e infraestrutura contra mudanças climáticas

Por Luciana Almeida

Com a agenda climática ganhando protagonismo mundial, o Espírito Santo tem ampliado investimentos e estruturado mecanismos financeiros voltados à adaptação e à mitigação das mudanças climáticas. A estratégia envolve desde recursos próprios até captação internacional para projetos ligados a mobilidade sustentável, macrodrenagem, recuperação ambiental e infraestrutura resiliente.

Segundo o secretário de Estado de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, a responsabilidade fiscal do Estado tem sido fundamental para garantir capacidade de investimento em políticas climáticas. 

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“O Espírito Santo tem investimentos diretos em mitigação e adaptação às mudanças climáticas, além de mecanismos específicos de financiamento, como o Fundo de Descarbonização, que utiliza recursos do Fundo Soberano”, explica.

Entre as ações já em andamento estão obras de drenagem, macrodrenagem, contenção e recuperação de encostas executadas pelo Governo do Estado e também por municípios contemplados pelo Fundo Cidades.

Na área da mobilidade sustentável, o Estado avança na captação de recursos federais e internacionais. Um dos projetos em fase final de negociação junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) prevê a aquisição de 50 ônibus movidos a eletricidade e biogás, utilizando recursos do Fundo Clima.

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“Estamos buscando aperfeiçoar o transporte público com veículos menos poluentes, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa e fortalecendo a agenda de descarbonização”, cita Duboc.

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Além do BNDES, o Estado também mantém diálogo com organismos multilaterais para financiar projetos voltados a proteção de rodovias, contenção de barreiras e adaptação de estruturas diante do aumento dos eventos extremos.

Um dos principais instrumentos financeiros da política climática capixaba é o Fundo de Descarbonização. Segundo Duboc, já foram destinados R$ 500 milhões oriundos do Fundo Soberano estadual, e a expectativa é captar outros R$ 500 milhões para ampliar os investimentos. 

“O objetivo é apoiar projetos voltados à redução da emissão de gases de efeito estufa e estimular soluções sustentáveis em diferentes setores da economia”, destaca.

O Espírito Santo também tem apostado em programas já consolidados, como o Reflorestar, reconhecido nacionalmente pelo pagamento por serviços ambientais e recuperação florestal.

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Outro diferencial apontado pelo secretário é o chamado “Orçamento Climático”, ferramenta criada pelo Estado para identificar e monitorar, dentro da Lei Orçamentária, todas as ações ligadas à pauta ambiental e climática.

“O Espírito Santo é pioneiro nessa metodologia. Estamos indo para o terceiro ano consecutivo incluindo todas as ações climáticas no orçamento estadual, permitindo mais transparência e acompanhamento dos investimentos”, afirma.

A governança dessas ações é realizada de forma integrada entre Secretaria de Economia e Planejamento (SEP), Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) e Secretaria de Meio Ambiente (Seama).

Essa matéria é uma republicação da edição 234 da Revista ES Brasil – Anuário Verde. Confira a edição digital completa aqui.

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