Governador disse que um novo leilão para a FCA seria muito demorado e que há um plano B que interessa ao Espírito Santo, passando por Vespasiano e Itabira
Por Kikina Sessa
Segue na mesa de negociação com o governo federal a proposta para renovar, por mais 30 anos, a concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), hoje controlada pela VLI Logística, empresa formada pela Vale, Brookfield, Mitsui e BNDESPar, além de fundos de investimentos.
O governo do Espírito Santo, que acompanha de perto essa negociação, já que a FCA faz conexão com a Vitória-Minas, na região metropolitana de Belo Horizonte, disse que uma nova proposta deve ser feita em breve pela VLI ao governo federal, contemplando, dentre outras propostas, um plano B para interligar com a Vitória-Minas, que passaria por Vespasiano e Itabira, em substituição ao contorno da Serra do Tigre, em Minas Gerais, que previa a construção de um trecho ferroviário com cerca de 450 km.
O objetivo desse contorno é melhorar a conexão entre o Centro-Oeste e o Espírito Santo, reduzindo custos de transporte e aumentando a capacidade de transporte de cargas.
“Nosso desejo era a variante da Serra do Tigre, mas compreendemos que não era possível neste momento. Então, fizemos um plano B, com o contorno de Belo Horizonte, por Vespasiano e Itabira”, explicou o governador do Estado, Renato Casagrande.
O governador comentou que este é um ano decisivo para grandes projetos logísticos para o Estado, como a FCA e a EF-118 que devem ter suas concessões definidas até o final do ano, bem como as rodovias BR-101, que tem leilão marcado para 26 de junho de 2025 e o projeto de duplicação de trecho da BR-262, que vai receber R$ 2,3 bilhões do governo do Estado (recursos oriundos do acordo de reparação da Samarco, provenientes do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, MG).
Havendo acordo com a VLI, a proposta será encaminhada para a Secretaria de Consenso do Tribunal de Contas da União, que atua na mediação de contratos entre a União e o setor privado, como forma de evitar litígios e analisar possíveis acordos.
A atual concessão da FCA, que tem prazo de 30 anos, foi assinada em agosto de 1996 e acaba em agosto de 2026. Antes disso, o governo federal precisa tomar uma decisão final, sobre renovar o contrato atual ou deixar que vença, para realizar novas licitações.

