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Confira os alimentos que podem afetar humor e ansiedade

Nutrição e hábitos alimentares influenciam humor, ansiedade e bem-estar. Açúcar em excesso é um dos principais vilões, segundo nutricionista

Por Thamiris Guidoni

O que vai ao prato pode impactar muito mais do que o peso ou a saúde física. A alimentação tem influência direta no funcionamento do cérebro e, consequentemente, no humor, na memória e no equilíbrio emocional. A ciência já comprova essa relação, mas como isso acontece no organismo?

De acordo com a nutricionista Amanda Ribeiro, a psiconutrição ajuda a explicar essa conexão. A profissional explica que a psiconutrição é um campo de estudo que une nutrição e psicologia e reconhece a influência significativa da alimentação no funcionamento cerebral e no bem-estar psicológico.

“A psiconutrição foca no eixo intestino-cérebro para melhora da saúde mental através da alimentação consciente e adequada que proporcione o consumo de nutrientes necessários para um bom funcionamento do organismo, em destaque para o intestino”.

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Nutrientes que regulam o humor

Segundo Amanda, alguns nutrientes são essenciais para manter o equilíbrio emocional e o bom desempenho cognitivo.

“Nutrientes como ômega-3, vitaminas do complexo B, vitamina D, antioxidantes, minerais e aminoácidos, principalmente o triptofano são fundamentais para manter o bom funcionamento do cérebro, eles atuam contra declínio cognitivo, melhoram a memória, a comunicação neural e regulam o humor.”

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Saiba quais hábitos podem comprometer sua alimentação

Esses compostos participam diretamente da produção e da regulação de neurotransmissores, substâncias responsáveis pela comunicação entre os neurônios.

O papel do intestino nas emoções

O intestino exerce papel central nessa relação. A chamada microbiota intestinal, conjunto de microrganismos que vivem no trato digestivo, influencia diretamente a saúde mental.

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“O intestino está diretamente ligado a nossas emoções e bem-estar não só físico, mas também mental. A influência da microbiota no funcionamento do cérebro é direta e o estresse excessivo pode conduzir ao seu mau funcionamento (disbiose intestinal) consequentemente podendo levar a alterações de neurotransmissores sintetizados no intestino, causando alterações de humor, ansiedade, depressão, entre outros.”

Amanda reforça que o intestino é considerado por muitos especialistas como o “segundo centro de controle” do corpo humano.

“Microbiota intestinal saudável é uma estratégia no tratamento e na prevenção da ansiedade e depressão, pois o intestino é considerado o segundo centro de controle do corpo humano, participando no processamento de neurotransmissores como a serotonina, que regula o humor e o bem-estar. Assim, a modulação da microbiota intestinal pode ser uma tática para o desenvolvimento de novas opções de terapia para o tratamento de doenças mentais.”

O que pode prejudicar a saúde mental

Por outro lado, alguns alimentos podem prejudicar o equilíbrio emocional e até intensificar sintomas como ansiedade, irritabilidade e insônia. Açúcar em excesso, cafeína e produtos ultraprocessados estão entre os principais vilões.

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“Esses alimentos estão no topo da lista de alimentos e bebidas que prejudicam a microbiota intestinal, gerando inflamação, desequilíbrios nutricionais e estresse, fatores que estão diretamente ligados ao aumento da ansiedade e outras emoções. E além dos alimentos citados bebidas alcóolicas e aditivos artificiais também entram nessa listagem.”

Mudanças simples, efeitos graduais

A boa notícia é que ajustes na rotina alimentar podem trazer benefícios perceptíveis ao bem-estar emocional.

“Um prato balanceado rico em proteínas magras, grãos integrais, gorduras boas, legumes, vegetais folhosos proporciona um bom aporte de nutrientes e fibras para o funcionamento do organismo e uma população diversificada de bactérias benéficas ao intestino e consequentemente a saúde mental.”

Por fim, a nutricionista destaca que a alimentação equilibrada deve estar associada a outras práticas de autocuidado.

A nutricionista Amanda Ribeiro fala sobre alimentos que auxiliam e os que intensificam a ansiedade, por exemplo. Foto: arquivo pessoal
A nutricionista Amanda Ribeiro fala sobre alimentos que auxiliam e os que intensificam a ansiedade, por exemplo. Foto: arquivo pessoal

“Vale ressaltar que uma dieta equilibrada deve ser combinada com outras estratégias de autocuidado, como exercícios, sono adequado e apoio emocional, para garantir uma saúde mental ótima. Com essas mudanças efeitos positivos serão vistos gradativamente ao longo dos dias.”

A relação entre alimentação e saúde mental ganha cada vez mais espaço nas pesquisas científicas e reforça que o cuidado com o corpo e com a mente começa nas escolhas feitas diariamente à mesa.

Essa matéria é uma republicação de fevereiro de 2026.

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