Fenômeno pode provocar estiagens prolongadas, chuvas intensas e temperaturas elevadas, afetando lavouras, pastagens e a pecuária
Por Letícia Arcanjo
O Governo do Espírito Santo acompanha de forma permanente a evolução do fenômeno El Niño 2026/2027 e reforça ações de prevenção e adaptação para reduzir possíveis impactos no território capixaba. De acordo com projeções de centros meteorológicos internacionais, há possibilidade de um evento de intensidade entre moderada e forte, com maior influência entre setembro e dezembro deste ano, período que exige atenção do setor agropecuário.
Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, o El Niño já é considerado um fenômeno consolidado pelos principais organismos internacionais de monitoramento climático e pode se intensificar nos próximos meses.
“No Sudeste, o principal impacto esperado é a irregularidade das chuvas associada a temperaturas mais elevadas. Não significa necessariamente menos chuva ao longo do período, mas uma distribuição mais irregular, com estiagens prolongadas e precipitações concentradas em eventos de maior intensidade”, afirmou.
De acordo com Bergoli, esse cenário pode afetar diretamente a produção agrícola, causando prejuízos a lavouras, pastagens e atividades pecuárias. As chuvas intensas também podem provocar danos à infraestrutura rural, enquanto os períodos secos elevam o risco de perdas na produção e de ocorrência de incêndios em áreas de pastagem.
As plantas não toleram as temperaturas muito altas e deixam de crescer e de se desenvolver. Além disso, se o tempo ficar muito seco e com temperaturas mais altas, pode acontecer problemas de queimadas em pastagens, então é importante ter muita atenção com relação a incêndios”, ressalta.
O secretário destacou ainda que o Estado possui estrutura de monitoramento e resposta para enfrentar possíveis impactos do fenômeno, com atuação integrada entre órgãos públicos, Defesa Civil e instituições ligadas ao setor agropecuário.
Entre as medidas previstas para o setor agropecuário, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) ampliará a assistência técnica aos produtores, com foco em estratégias de adaptação às condições climáticas, incluindo o uso racional da água e práticas de manejo mais sustentáveis.

