- Continua após a publicidade -

Preço do café sobe 15% após quebra na safra do ES

Cotações registram forte alta no início de julho devido ao atraso e à frustração no volume da colheita no país

Por Amanda Amaral 

Condições climáticas e o temor por nova safra tem influenciado a alta no preço da saca de café neste início de julho, que registrou crescimento de cerca de 15% na variação mensal. Novo posicionamento do mercado pode impactar produtores rurais e consumidores. 

A saca de 60 quilos do café arábica registrou alta de mais de 13% em menos de um mês, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a cotação passou de R$ 1.393,57 em 9 de junho, a menor desde outubro de 2024, para R$ 1.787,48 na última segunda-feira (06). 

- Continua após a publicidade -

No mesmo dia a saca de 60 quilos do conilon chegou a R$ 1.117,33, sendo que o menor preços nos últimos 30 dias registrado pelo Cepea foi R$ 941,46. O presidente do Sindicato dos Corretores de Café do Espírito Santo (SCCES), Marcus Magalhães, explica que problemas climáticos prejudicaram a colheita em Minas Gerais, além da percepção da quebra da safra do conilon – o que influencia especificamente o Espírito Santo, maior produtor do país.  


Para ele, estes fatores impactaram a entrada de café novo no mercado e a qualidade do grão. “Há uma frustração com a safra muito grande, além da questão do clima. Essa conjugação fez com que o mercado melhorasse o preço, mas níveis acima do que era há um mês atrás, com isso tivemos cerca 15% de alta”, explicou. 

Conteúdo em Alta

Garoto abre concurso para produtores de cacau do...
Presidente da CDL Vitória avalia cenário do varejo...
Evento debate uso estratégico de IA nas empresas...
Cafés especiais do BR: setor deve faturar US$...
Conilon: safra no ES registra queda em 2026
Setor de café solúvel contesta sobretaxa americana
Conab: Safra 2025/26 segue recorde em 356 mi...
Colheita do conilon: previsão de 14,8 mi de...
Manifesto climático de 200 mil cafeicultores é entregue...
“Café não é cassino”, afirma Marcus Magalhães

Magalhães destaca que a previsão, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), é de que esta colheita seja maior do que a da safra anterior (2025/2026). “Porém, o número é menor do que as expectativas iniciais divulgadas pelas operadoras e a própria Conab. Há uma frustração no mercado, principalmente, com relação ao conilon. Isso tem feito com que o mercado se ajuste a essa nova realidade, é o que está acontecendo no dia a dia das operações”, comentou. 

Gemini_Generated_Image_8dr9jv8dr9jv8dr9
Marcus Magalhães é presidente do Sindicato dos Corretores de Café do Espírito Santo (SCCES). Foto: Divulgação

Produtores e consumidores

Dados da Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic) indicam que, neste período de 2025, o país já havia colhido 60% da safra, e neste momento em 2026, a colheita ultrapassa pouco mais de 50%. 

- Continua após a publicidade -

“A gente vive um momento de expectativa. O preço sobe, mas o produtor não consegue se apropriar da alta, porque colheu menos do que esperava. É um momento difícil para o produtor financeiramente. No varejo, a gente não tem como imaginar preço na gôndola de supermercado ficando mais barato. Esse viés de alta deve continuar nos próximos semanas e até meses”, explica. 

Receba notícias exclusivas no seu WhatsApp

Contéudos especiais no seu email. Receba hoje!

- Continua após a publicidade -
- Publicidade -

EDIÇÃO DIGITAL

Edição 234

RÁDIO ES BRASIL

Continua após publicidade

Política e ECONOMIA

Matérias relacionadas

- Continua após a publicidade -