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“Café não é cassino”, afirma Marcus Magalhães

Marcus Magalhães destaca impacto do dólar e importância da gestão profissional para rentabilidade no campo

Por Amanda Amaral 

O início da colheita de café no Brasil em 2026 traz um cenário de realinhamento de preços e novos desafios estratégicos para o produtor rural, especialmente no Espírito Santo.

Em entrevista à ES Brasil, o presidente do Sindicato dos Corretores de Café do Espírito Santo (SCCES), Marcus Magalhães, destacou que a queda nos valores de mercado é um reflexo direto da oferta global e da valorização do real frente ao dólar. Segundo o especialista, o setor vive um momento de acomodação após picos históricos, exigindo que o cafeicultor priorize a margem de lucro em vez da especulação.

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Magalhães também reforçou a importância dos contratos futuros de café Conilon na B3, uma conquista recente que simplifica a operação para o produtor capixaba ao cotar o produto em moeda nacional.

“Quando você trabalha com o mercado futuro, seja em Nova Iorque, Londres ou em São Paulo, você dá margem para o produtor enxergar o futuro, enxergar a estratégia que ele tem que fazer para ser assertivo no seu negócio”, afirmou Magalhães.

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O presidente do Sindicato também demonstrou otimismo com a perenidade da cultura cafeeira no estado, apesar das oscilações de preço que impactam inclusive as prateleiras dos supermercados. Ele defende que a profissionalização da gestão é o único caminho para manter a rentabilidade no campo.

“Café não é cassino. Safra não é loteria. Nós temos um negócio. E o que paga conta no negócio é a margem”, concluiu, reiterando a necessidade de assistência técnica qualificada para garantir o sucesso da comercialização.

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Ouça a entrevista na íntegra:

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