Manifesto Climático e Café Sustentável foram apresentados na COP30, com presença de produtor capixaba representando a América Latina
Por Amanda Amaral
Durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), no Pará, foi apresentado ao público global o Manifesto Climático e o Programa de Café Sustentável – construído a partir da vivência de quem já enfrenta os efeitos de eventos climáticos extremos no campo. Cafeicultor capixaba é escolhido para representar produtores rurais da América Latina no evento em Belém.
O documento foi construído para dar voz a mais de 200 mil cafeicultores Fairtrade da América Latina, por meio da Coordenadora Latino-americana e do Caribe de Pequenos (as) Produtores (as) e Trabalhadores(as) de Comércio Justo (CLAC), entidade que reúne organizações certificadas Fairtrade (Comércio Justo).
Para representar a CLAC na COP30, foi escolhido o cafeicultor do Espírito Santo, Carlos Renato Alvarenga Theodoro, membro do Conselho Diretivo da CLAC, presidente da Cafesul (Cooperativa de café em Muqui, no Espírito Santo) e liderança da rede de café Fairtrade no Brasil.
O manifesto foi apresentado no Pavilhão Climate Live Entertainment + Culture, na Blue Zone da COP30. O manifesto pede maior financiamento climático direto aos agricultores, políticas públicas que garantam renda digna e permanência no campo, investimentos em pesquisa e assistência técnica, apoio internacional para cadeias sustentáveis e de comércio justo e inclusão ativa de jovens e mulheres nas estratégias de adaptação climática.
Já o Programa foi elaborado por produtores rurais que já vivenciam perdas por estiagens prolongadas, irregularidade das chuvas, aumento das temperaturas, pragas favorecidas pelo calor, elevação do custo de produção e abandono da atividade por falta de renda e apoio técnico.

