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TCE-ES alerta para riscos do super El Niño no ES

Documento reúne mais de 50 recomendações para reduzir os impactos do Super El Niño Espírito Santo

Por Letícia Arcanjo

O Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES) divulgou uma nota recomendatória ao governo estadual e às prefeituras capixabas alertando para os possíveis impactos do fenômeno El Niño entre 2026 e 2027. O documento reúne mais de 50 recomendações para reduzir os efeitos do evento climático.

A nota, aprovada pelos conselheiros durante sessão de terça-feira (7) e publicada no Diário Oficial de Contas nesta quarta-feira (8), foi elaborado pela área técnica do TCE-ES com base em estudos do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas (ECMWF), da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos Estados Unidos, e do serviço meteorológico australiano. 

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As projeções indicam que o fenômeno pode alcançar intensidade elevada, sendo classificado como um possível “super El Niño”, com aquecimento superior a 2°C no Oceano Pacífico Central. No Sudeste, incluindo o Espírito Santo, a expectativa é de redução das chuvas durante parte da estação chuvosa, temperaturas acima da média e maior estresse hídrico.

“Esse cenário afeta diretamente a recuperação de reservatórios, eleva o risco hidrológico em bacias estratégicas e favorece a ocorrência de ondas de calor mais intensas e frequentes. No Espírito Santo, o estresse hídrico e a irregularidade das precipitações são os principais vetores de risco, conforme documentado no El Niño de 2023/2024”, aponta o relatório. 

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Ao mesmo tempo, o relatório alerta que a interação entre ondas de calor, alta umidade e a passagem de frentes frias pode provocar chuvas fortes e concentradas em curto espaço de tempo. No sul do Espírito Santo, o risco é considerado ainda maior devido à topografia acidentada, ao histórico de assoreamento dos rios e à ocupação de áreas vulneráveis.

Além dos impactos ambientais, a nota destaca possíveis reflexos na saúde pública e na área social. Entre os principais riscos apontados estão o aumento da proliferação do mosquito Aedes aegypti, com possibilidade de crescimento dos casos de dengue, sobrecarga da rede de saúde, prejuízos ao aprendizado dos estudantes em função das altas temperaturas, aumento da demanda por assistência social e agravamento da insegurança alimentar em regiões mais vulneráveis.

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Diante desse cenário, o Tribunal recomenda que Estado e municípios revisem ou atualizem seus planos de contingência, fortaleçam as estruturas de Defesa Civil e realizem contratações preventivas e previsão de recursos no orçamento para enfrentar possíveis situações de estiagem ou enchentes. O documento ainda apresenta recomendações específicas para as áreas de saúde, educação, assistência social e comunicação.


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