Espírito Santo lidera transição para baixo carbono com fundos públicos e privados
Por Luciana Almeida
O Espírito Santo tem se consolidado como referência nacional em financiamento climático, ao transformar a agenda ambiental em política pública concreta. Por meio da articulação entre Governo, Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) e setor produtivo, o Estado vem estruturando instrumentos financeiros capazes de impulsionar a transição para uma economia de baixo carbono, aliando desenvolvimento econômico, inovação e sustentabilidade.
Entre as principais iniciativas está o Fundo de Descarbonização, abastecido com recursos do Fundo Soberano do Estado, formado a partir dos royalties de petróleo e gás. Com aporte inicial de R$ 500 milhões, o mecanismo foi criado para financiar projetos de transição energética, energias renováveis, eficiência energética e inovação sustentável, com potencial para alavancar mais de R$ 1 bilhão em investimentos nos próximos anos.
Para o diretor-presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), Marcelo Saintive, o diferencial capixaba está na capacidade de transformar compromissos ambientais em ações concretas.
“O Espírito Santo faz isso com instrumentos financeiros robustos, governança estruturada e capacidade de execução. Estamos criando mecanismos capazes de direcionar recursos para acelerar a transição para uma economia de baixo carbono, aumentando a competitividade do setor produtivo capixaba e conectando desenvolvimento econômico à inovação e à responsabilidade ambiental”, reforça.
Quem ganha com a economia verde (Fonte: especialistas entrevistados)
- Trabalhadores e Profissionais: há alta demanda por carreiras nas áreas de engenharia ambiental, gestão de sustentabilidade, instalação de energia solar, bioeconomia e mercado de carbono, que oferecem estabilidade e melhores salários.
- Agronegócio e Produtores Rurais: produtores que adotam práticas regenerativas, controle biológico de pragas e sistemas integrados reduzem o uso de insumos e ganham competitividade global.
- Indústrias e Empresas: negócios que investem em transição energética, logística verde e economia circular cortam gastos com desperdício e atraem mais investimentos.
- Consumidores: o acesso a produtos ecologicamente responsáveis melhora a qualidade de vida, enquanto a adoção de tecnologias de eficiência energética reduz custos na conta de energia e transporte.
Essa matéria é uma republicação da edição 234 da Revista ES Brasil – Anuário Verde. Confira a edição digital completa aqui.

