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Ovos rendem US$ 8,4 mi e sustentam 20 mil empregos no ES

Valor exportado cresceu 1.275% e o volume 762% em relação a 2024, colocando o produto entre os 10 mais vendidos do agro estadual

Por Letícia Arcanjo

O Espírito Santo exportou US$8,4 milhões em ovos no último ano, registrando aumento de 1.275% em valor e 762% em volume na comparação com 2024. Com o desempenho, o produto passou a figurar entre os dez mais exportados do agronegócio estadual, segundo dados da Secretaria de Estado da Agricultura (Seag).

Ainda de acordo com a Associação dos Avicultores do Espírito Santo (AVES), no período de maior desempenho a avicultura capixaba chegou a destinar quase 4% da produção ao mercado externo, com destaque para os Estados Unidos. No entanto, o cenário mudou ao longo do ano. O volume exportado passou a representar pouco mais de 1% da produção estadual e, em janeiro de 2026, ficou próximo de zero. A retração ocorre devido a dependência de mercados específicos e a vulnerabilidade às barreiras comerciais.

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Diante desse contexto, o setor busca alternativas para manter as exportações como opção estratégica de mercado. A AVES informa que trabalha na prospecção de compradores na América do Sul, no Oriente Médio e na Europa, além de atuar junto às instâncias federais para habilitar o Espírito Santo a exportar para a União Europeia, mercado que exige rigorosos padrões sanitários.

Mesmo com a oscilação nas exportações, a base produtiva do estado permanece sólida. O estado ocupa a terceira posição no ranking nacional, respondendo por cerca de 9% da produção brasileira. O município de Santa Maria de Jetibá é reconhecido como o maior produtor de ovos do país. Em 2025, o Espírito Santo produziu cerca de 5,365 bilhões de ovos de galinha e 1,8 bilhão de ovos de codorna. A postura comercial cresceu 0,85% em relação a 2024, e a produção média mensal foi de aproximadamente 14,6 milhões de ovos por dia.

De acordo com o diretor executivo da AVES, Nélio Hand, a avicultura tem grande importância social e econômica para o estado, gerando cerca de 20 mil empregos e impactando aproximadamente 100 mil famílias. A entidade atua na integração entre produtores, no fortalecimento de boas práticas sanitárias e na interlocução com o poder público para ampliar a competitividade do setor.

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“O trabalho da entidade também se concentra na valorização da produção local, na interlocução com o poder público e na busca por inovação e sustentabilidade, garantindo que o crescimento do setor continue gerando emprego, renda e segurança alimentar para a população”, afirma.

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