Café, celulose e pimenta-do-reino lideram a pauta do agro capixaba, que movimentou R$ 17,2 bilhões em exportações no ano
Por Letícia Arcanjo
O café e seus derivados lideraram a pauta exportadora no último ano, representando 55,7% do valor total exportado. Na sequência, destacam-se a celulose, com 26,9%, e a pimenta-do-reino, responsável por 10,8% do valor. Os dados são do último levantamento divulgado pela Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (SEAG).
O agronegócio do Espírito Santo alcançou o segundo maior valor de exportações de série histórica estadual, em 2025, encerrando o ano com R$17,2 bilhões em vendas para o mercado internacional. O resultado representa um recuo de 11,2% em relação a 2024 – ano que registrou números recordes- , mas ainda assim evidencia a solidez e a capacidade de adaptação do agro capixaba em um cenário global desafiador. O período foi marcado, principalmente, pelas tarifas de até 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Outros produtos também integraram a estrutura das exportações do agro estadual, ainda que com participações menores. Entre eles estão o gengibre (1,3%), a carne bovina (1,1%), o mamão (0,9%), chocolates e preparados de cacau (0,6%), álcool etílico (0,4%), ovos (0,3%) e peixes (0,2%).
Alguns segmentos apresentaram crescimento expressivo ao longo do ano. As exportações de ovos tiveram aumento de 1.275% em valor e 762% em volume, enquanto a carne bovina avançou 38% em valor e 17% em volume. O café solúvel registrou crescimento de 28% em valor exportado. Já o mamão apresentou alta de 14% tanto em valor quanto em volume, os pescados cresceram 1% em valor e 10% em volume, e o gengibre teve aumento de 8% em volume.
O Espírito Santo também se destacou como principal exportador nacional de gengibre, mamão e pimenta-do-reino. Este último bateu recorde em 2025, com crescimento de 113% nas exportações. Entre os destinos, os Estados Unidos permaneceram como principal mercado do agro capixaba.

