Levantamento do Sebrae-ES mostra que 52,6% das empresas capixabas são MEIs; maioria dos empreendedores tem entre 31 e 50 anos
Por Letícia Arcanjo
O Microempreendedor Individual (MEI) segue como a principal porta de entrada para o empreendedorismo no Espírito Santo. Dados divulgados pelo Sebrae-ES mostram que 52,6% das empresas capixabas estão enquadradas nessa categoria, reforçando a importância do segmento para a geração de renda, emprego e movimentação da economia local.
A pesquisa revela também o perfil do MEI capixaba, que em sua maioria é formado por empreendedores entre 31 e 50 anos e que utilizam o negócio como principal ou única fonte de renda. O economista do Conselho Regional de Economia do Espírito Santo (Corecon-ES), Vaner Corrêa, explica que o MEI desempenha um papel estratégico na economia do Espírito Santo.
“Sob essa ótica, o MEI exerce uma dupla função. De um lado, atua como instrumento de formalização de atividades que historicamente permaneceram na informalidade. De outro, funciona como mecanismo de geração de renda e ocupação produtiva, especialmente em períodos de desaceleração econômica ou de menor dinamismo do mercado formal de trabalho”, explica.
Segundo o economista, a relevância do MEI para a economia capixaba também pode ser observada pela diversidade dos setores em que esses empreendedores estão inseridos.
O levantamento do Sebrae-ES mostra que entre os setores com maior presença de MEIs no Estado, destacam-se as atividades de cabeleireiro, manicure e pedicure, que lideram o ranking, com mais de 25 mil empreendedores, seguidas pelo comércio de vestuário e acessórios, com cerca de 24 mil registros, e pelas obras de alvenaria, que somam mais de 23 mil microempreendedores individuais.
O levantamento também mostra que os homens representam 53% dos MEIs capixabas, enquanto as mulheres correspondem a 46% do total. Além disso, o modelo se adapta a diferentes formas de atuação, desde estabelecimentos físicos até vendas pela internet e serviços ambulantes.

Vaner Corrêa destaca ainda que, apesar de serem negócios de pequeno porte quando analisados individualmente, os efeitos econômicos gerados pelo conjunto dos MEIs são expressivos.
“Os MEIs contribuem diretamente para a formação do Produto Interno Bruto (PIB), por meio da produção de bens e serviços, da geração de valor agregado e do estímulo ao consumo.. Milhares de empreendedores movimentando simultaneamente os mercados locais produzem um impacto econômico significativo sobre o comércio, os serviços e a arrecadação tributária”, conclui.

