A feira Modal Expo chega em um momento estratégico para o Espírito Santo, que vem recebendo investimentos diversos investimentos em infraestrutura
Por Amanda Amaral
A segunda edição da Modal Expo, principal feira de logística, transporte e comércio exterior do Espírito Santo, projeta movimentar R$ 100 milhões em negócios entre 16 e 18 de junho, no Pavilhão de Carapina. O valor supera os R$ 65 milhões da estreia e atrai visitantes de mais de 22 estados.
Em entrevista à ES Brasil, o diretor da feira, Marcos Milaneze e o presidente do Sindicato do Comércio de Exportação e Importação do Espírito Santo (Sindex), Sidemar Acosta, destacaram o crescimento do evento, que une o modal rodoviário, o modal marítimo, o modal aéreo e o modal ferroviário.
“A expectativa para esta segunda edição é ainda maior. A gente acredita que vai conseguir atingir mais de R$ 100 milhões em negócios, teremos visitantes de mais de 22 estados”, afirma Milaneze. A feira chega em um momento estratégico para o Espírito Santo, que vem recebendo investimentos como o Porto Central, em Presidente Kennedy, e do Porto da Imetame, em Aracruz, além da duplicação da BR-101 e duplicação da BR-202, e os investimentos em aeroportos regionais.
Acosta destacou que o Estado possui o maior volume de aportes em portos da costa brasileira, além de novos eixos, como o ParkLog Espírito Santo, Aracruz, e o ParkLogo Sul Capixaba, na Região Sul, que prometem transformar o estado em um hub internacional de logística para longos cursos.
Além de integrar modais, a feira será palco de debates econômicos importantes. Entre eles, a Reforma Tributária e a extinção a partir de 2032 de benefícios fiscais – importantes no Estado para distribuidores e tradings. Na parte prática, o público confere novidades em automação, robótica e soluções para centros de distribuição. Para o futuro, os executivos projetam o Espírito Santo como o principal elo entre as regiões Sul e Norte do Brasil.
“O Brasil está muito preparado porque a gente vem desde o início da reabertura dos portos, da década de 90 para cá, aprendendo a surfar em todos esses momentos de mudanças econômicas globais. A gente enxerga uma grande oportunidade, já que o Brasil é um celeiro, um canteiro produtivo, o Espírito Santo aparece em um momento muito oportuno para o País”, disse.
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