Avanço da pimenta-do-reino gera R$ 803,5 milhões em divisas e diversifica a pauta de exportações do ES
Por Amanda Amaral
Pela primeira vez, a pimenta-do-reino alcança 17,5% das exportações totais do agro capixaba, movimentando R$ 803,5 milhões (US$ 158,8 milhões) em divisas nos quatro primeiros meses de 2026. O crescimento ocorreu também em volume, alta de 15,8% comparado ao mesmo período de 2025.
O café dominou novamente a pauta exportadora do Estado, somando R$ 2,34 bilhões (US$ 464 milhões) em geração de dividas e responsável por 51,1% do total exportado no 1º quadrimestre do ano, segundo informações da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), a partir de informações do Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa).
Mas na avaliação do secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, a pimenta-do-reino vem ganhando espaço de forma consistente. “O Espírito Santo está ampliando sua capacidade de gerar divisas com cadeias diversas. Para o Estado, esse é um sinal positivo, porque reduz dependências do café, abre novas oportunidades comerciais e fortalece a renda no campo”, destacou.
Espírito Santo é o maior exportador de pimenta-do-reino do Brasil. No acumulado de 2025, o produto se tornou o terceiro mais exportado pelo Estado e bateu recorde atingindo US$ 347 milhões, crescimento de 113% em valor na pauta de exportações da agroindústria capixaba.
Juntos, o café, a celulose e a pimenta-do-reino totalizaram mais de 95% do valor exportado pelo Espírito Santo no quadrimestre. No período, os três produtos somaram, em geração de divisas, R$ 4,38 bilhões (US$ 865,8), o total do Estado foi de R$ 4,6 bilhões.
Conforme os dados da Seag, no volume, houve recuo para o café (-1,3%) e celulose (-10,7%). Os Estados Unidos com movimentação de US$ 189,1 milhões e participação de 20,8% no total, foi o principal destino das exportações capixabas.

