Golden Cup Brasil reconheceu a produtora Neuza Maria da Silva, cooperada da Cafesul, vencedora nacional na categoria café Canephora Microlotes
Por Amanda Amaral
A produtora Neuza Maria da Silva, de Muqui, foi vencedora nacional no Golden Cup Brasil 2025. Ela é cooperada da Cooperativa dos Cafeicultores do Sul do Estado do Espírito Santo (Cafesul), que também levou prêmios na competição.
Neuza ganhou em primeiro lugar na Canephora (conilon/robusta) Microlotes. Também da Cafesul, em segundo lugar na mesma categoria, ficou o produtor Pedro Marcos Demartini Castro. A cooperativa ainda venceu em Canephora “Container Cheio”. Vale lembrar que o Espírito Santo é o maior produtor de conilon do Brasil. Há as mesmas premiações para o café arábica. Os campeões foram anunciados durante a Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte (MG), no mês de novembro.
O Golden Cup Brasil foi criado para dar visibilidade aos cafés Fairtrade do Brasil (Comércio Justo) – que agregam valor ao produto por meio de uma melhor distribuição de renda, produção e comercialização de cafés de qualidade, oriundos de processos sustentáveis. O presidente da Cafesul, Carlos Renato Alvarenga Theodoro, ressaltou que o café da produtora Neusa, campeã de 2025, já foi vendido para um cliente da Alemanha, que esteve no Brasil, provou vários perfis de cafés e o da produtora de Muqui agradou muito.
Os cafés campeões são levados para feiras na Europa e Estados Unidos, como iniciativa da Coordenadora Latino-Americana e do Caribe de Pequenos Produtores (as) e Trabalhadores (as) de Comercio Justo (CLAC), que também é responsável pelo concurso em parceria com a Associação das Organizações de Produtores Fairtrade do Brasil (BRFAIR). O gerente comercial de café da CLAC, Paulo Ferreira, explicou que o Golden Cup surgiu inicialmente no Brasil e na Costa Rica.
“Já são 11 edições do prêmio, justamente para mostrar que o café Fairtrade tem qualidade, e não como antigamente era visto, apenas pela parte social e ambiental proporcionadas pela certificação. Conseguimos também posicionar o Brasil como origem de cafés Fairtrade de qualidade”, relembrou.

