As propriedades no Caparaó ofertam experiências que vão de degustações guiadas e torra artesanal a trilhas, harmonizações e vivências no cafezal
Por Amanda Amaral
O café – principal produto do agro capixaba, responsável por quase 50% da produção total, agora possui uma rota turística específica. Inaugurada em dezembro, a iniciativa visa a fortalecer ainda mais o produto e o trabalho dos produtores rurais, e já possui diversos atrativos gastronômicos e de turismo.
A Rota Cafés do Caparaó Capixaba, em Muniz Freire, começa com dez propriedades do núcleo da Associação de Produtores do Caparaó (Apec), que já estão prontas para receber visitantes. De acordo com a Prefeitura de Muniz Freire, em 2026, novas propriedades serão incluídas.
A criação da rota foi uma parceria entre a Prefeitura de Muniz Freire, a cooperativa de crédito Cresol Fronteiras e o Sistema de Organizações de Cooperativas Brasileiro no Espírito Santo (OCB/ES) participaram da estruturação da proposta, além do Sebrae/ES, que coordenou a formatação técnica da rota, realizando escutas com os cafeicultores, mapeando as propriedades e definindo as experiências turísticas. O trabalho contou, ainda, com o suporte metodológico do Instituto Soma.
Recentemente, uma nova lei passou a instituir a Região dos Cafés Especiais do Espírito Santo (Lei nº 12.711). A legislação tem origem no Projeto de Lei nº 508/2025, de autoria do deputado estadual Dary Pagung. A norma acrescenta dispositivo ao Anexo I da Lei nº 10.974/2019, que consolida a concessão de títulos honoríficos no estado. O reconhecimento abrange os municípios de Alegre, Divino de São Lourenço, Dores do Rio Preto, Guaçuí, Ibatiba, Ibitirama, Iúna, Irupi, Jerônimo Monteiro, Muniz Freire e São José do Calçado, localizados na região sul capixaba, onde está situado o Pico da Bandeira.

