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Cada passo importa: a jornada de sustentabilidade na mineração

Cada passo importa: a jornada de sustentabilidade na mineração

Samarco investe em tecnologia para atingir produção sustentável total em 2028, reduzindo emissões e fortalecendo ESG na mineração

Por Mariana Lisbôa

A sustentabilidade não é uma concessão ao mercado, mas uma condição para nele permanecer e crescer com relevância. Nessa perspectiva, a mineração vive um momento singular, nunca foi tão questionada e, ao mesmo tempo, nunca foi tão necessária, considerando a transição energética em curso.

Os minerais que movem as energias renováveis e os veículos elétricos vêm do subsolo. O Brasil tem a oportunidade de se tornar uma potência mineral global, mas esse protagonismo precisa ser conquistado. A indústria precisa demonstrar, com ações, que é capaz de operar de forma responsável. É aqui que a agenda ESG se torna estratégia de crescimento.

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O mercado já fez essa leitura. O ESG é o termômetro com que investidores, bancos e seguradoras medem risco de longo prazo, resiliência operacional, exposição climática e risco reputacional. Fundos globais evitam ativos com alto risco socioambiental. Compradores internacionais exigem rastreabilidade e baixo carbono como condição de negócio. Esse movimento ganhou força com as metas climáticas, a pressão por minerais críticos e as regulamentações internacionais sobre cadeias sustentáveis.

Um estudo publicado na revista Sustainability (2026), analisando mineradoras no Brasil, Chile, Canadá e Austrália, mostrou que investimentos em inovação verde melhoram o desempenho financeiro no médio e longo prazos. No Brasil, pesquisas sobre empresas listadas no Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3, apontam na mesma direção: quem avança em ESG melhora rentabilidade, retorno sobre o patrimônio e valor de mercado. A sustentabilidade, portanto, não é custo, mas geração de valor.

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Na Samarco, essa visão orienta nossa retomada. Estamos nos preparando para alcançar 100% da nossa capacidade produtiva a partir de 2028 e, mais do que crescer em volume, o que nos move é o como produzimos. Operamos com 100% de aderência ao Padrão Global da Indústria para a Gestão de Rejeitos (GISTM), com tecnologias de filtragem e empilhamento a seco que eliminam o uso de barragens. Seguimos os princípios do Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM) e mantemos o Selo Ouro do GHG Protocol pelo quarto ano. Mais do que certificações, esses avanços refletem mudanças na forma como operamos e somos avaliados pelo mercado.

No Espírito Santo, essa jornada ganha contornos concretos. Somos pioneiros no uso de coproduto de mármore, um resíduo da maior cadeia produtora de rochas ornamentais do país, na fabricação de pelotas de minério de ferro, promovendo a economia circular. Recentemente, conquistamos, junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), a patente verde de uma tecnologia que substitui combustíveis fósseis por biomassa nos fornos de pelotização, com redução comprovada de emissões de CO2. Uma inovação desenvolvida aqui, na Unidade de Ubu, em Anchieta, para o mundo.

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Essas conquistas importam porque as pelotas da Samarco são insumos essenciais para a descarbonização do setor siderúrgico global. Produzir com menos carbono não é apenas responsabilidade ambiental, mas é o que garante nossa relevância nas cadeias de valor do futuro, diante de clientes e investidores mais exigentes. Há um longo caminho pela frente. Mas cada passo é dado com consistência e nos aproxima de uma mineração que o Brasil pode se orgulhar de oferecer ao mundo.

Mariana Lisbôa é diretora de Sustentabilidade da Samarco

Esse artigo é uma republicação da edição 234 da Revista ES Brasil – Anuário Verde. Confira a edição digital completa aqui.

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