- Continua após a publicidade -
- Continua após a publicidade -

COP30: federalismo ambiental, esperança e cooperação global

COP30: federalismo ambiental, esperança e cooperação global

COP30 consolida ações do Espírito Santo com investimentos acima de R$ 270 milhões para restauração, descarbonização e inovação ambiental

Por Luiz Fernando Schettino

A COP30, realizada em Belém sob coordenação da ONU, consolidou-se como marco histórico na luta contra a crise climática. Mais que encontro diplomático, mostrou que ciência, inovação e políticas públicas podem se integrar em favor de um futuro sustentável. O desafio é global, mas exige protagonismo local e regional. Nesse cenário, Brasil e Espírito Santo se destacaram, provando que desenvolvimento e preservação podem caminhar juntos. O legado da COP30 traduz-se em compromissos de descarbonização, restauração florestal e fortalecimento da cooperação federativa, consolidando o federalismo ambiental como estratégia essencial.

O Espírito Santo apresentou programas robustos que reforçam a liderança do estado. O Programa Reflorestar já recuperou milhares de hectares e prevê ampliar a restauração para dezenas de milhares adicionais. O estado lançou o Selo Descarboniza-ES, certificando empresas comprometidas com a redução de emissões, e a Plataforma Capixaba de Mudanças Climáticas, que garante transparência e monitoramento das metas ambientais. Outro exemplo é o projeto de biometano em Cariacica, com investimento de R$ 70 milhões, que transforma resíduos em energia limpa e fortalece a economia circular.

- Continua após a publicidade -

Outras iniciativas ampliam esse protagonismo: o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais valoriza agricultores e comunidades que preservam recursos naturais; editais de restauração destinam R$ 100 milhões para ampliar áreas verdes; e investimentos em mobilidade sustentável incentivam transporte coletivo, bicicletas e veículos elétricos. A Secti consolidou o papel da ciência e da inovação ao investir mais de R$ 57 milhões entre 2018 e 2023, apoiando mais de mil projetos de pesquisa aplicada e empreendedorismo sustentável. Essa integração fortalece a credibilidade do Espírito Santo como referência nacional em ação climática.

Na COP30, participei como palestrante no painel “Federalismo Ambiental e Cooperação Institucional para a Proteção da Amazônia”, promovido pelo Conselho Federal de Química e pelo Consórcio Brasil Verde. Ressaltei que o federalismo ambiental é essencial para adequar políticas às diferentes realidades locais e regionais. Apresentei instrumentos como pagamento por serviços ambientais, créditos de carbono, compras públicas sustentáveis e fundos climáticos, além de defender a governança de dados e a capacitação de estados e municípios. Essa atuação reforçou o protagonismo capixaba e consolidou o legado da COP30 como espaço de construção coletiva.

Conteúdo em Alta

Preço não é só número, é posicionamento
ES terá investimento de R$ 17 mi em...
COPs discutem saída dos combustíveis fósseis e desmatamento
Porto-cidade: sustentabilidade como vetor de competitividade
Sexta-feira (03) será de sol no ES; confira...
Espírito Santo é escolhido para sediar a 1ª...
BNDES anuncia R$ 10 milhões para restauração florestal...
Inovação de verdade não precisa de palco
Gás natural: meta de descarbonização reduz para 0,5%
ES vira base estratégica para conferências mundiais

Mais que políticas públicas, a conferência trouxe reflexões sobre o estilo de vida necessário para um futuro sustentável. A ideia de que sustentabilidade é “saber quanto basta” reforça a necessidade de consumir de forma consciente, repartir melhor os recursos e investir em educação ambiental para todas as gerações. Essa mudança cultural é tão importante quanto os acordos diplomáticos, pois redefine valores e hábitos em direção a uma sociedade mais equilibrada.

O legado da COP30 é a convergência entre ciência, política e sociedade em torno de um futuro sustentável. A ONU reforçou que o desafio climático é global e exige cooperação entre nações, mas também valorizou o protagonismo de estados como o Espírito Santo e de lideranças que atuaram diretamente no fortalecimento do federalismo ambiental. Nesse contexto, minha participação mostrou que é possível crescer sem destruir. Mais que compromissos, a conferência deixou um chamado à ação coletiva: restaurar florestas, reduzir emissões, fortalecer o federalismo ambiental e redefinir o conceito de progresso, para que desenvolvimento e preservação sejam indissociáveis.

- Continua após a publicidade -

Luiz Fernando Schettino é engenheiro florestal, mestre e doutor em ciência florestal, advogado, escritor e ex-secretário estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos

Esse artigo é uma republicação da edição 234 da Revista ES Brasil – Anuário Verde. Confira a edição digital completa aqui.

- Continua após a publicidade -

Mais Artigos

Continua após publicidade

RÁDIO ES BRASIL

Continua após publicidade
- Publicidade -

Vida Capixaba