Iniciativa da Samarco investiu R$ 53,7 milhões em 705 projetos e beneficiou mais de 208 mil pessoas em 40 municípios da Bacia do Rio Doce.
Por Letícia Arcanjo
Mais de 3,9 mil empregos diretos foram gerados por meio do Edital Doce, iniciativa da Samarco que investiu R$ 53,7 milhões em 705 projetos comunitários de esporte, cultura, turismo e lazer. As ações contemplaram mais de 208 mil pessoas em 40 municípios e contribuíram para movimentar a economia local, ampliar oportunidades de renda e fortalecer negócios nos territórios atingidos.
Essas iniciativas integram as medidas de reparação socioeconômica adotadas após o rompimento da barragem de Fundão, em 2015, e foram desenvolvidas com foco na participação das comunidades locais. Os projetos foram planejados e executados pelos próprios moradores, a partir das demandas identificadas em seus territórios.
Além da geração de empregos, os projetos apoiados pelo Edital Doce contribuíram para fortalecer cadeias produtivas ligadas ao turismo, à cultura, ao esporte e ao lazer nos municípios da Bacia do Rio Doce. As iniciativas promoveram a circulação de recursos nas comunidades, estimularam o empreendedorismo local e criaram oportunidades para prestadores de serviços, artistas, artesãos, produtores culturais e trabalhadores de diferentes segmentos.
De acordo com a Samarco, o encerramento do Edital Doce faz parte da fase de transição prevista no Novo Acordo do Rio Doce, que define novas diretrizes para as ações de reparação. Nesse cenário, até o momento já foram destinados mais de R$ 198 milhões para a reconstrução das capacidades produtivas na região.
A especialista de Planejamento e Gestão da Samarco, Andréa Furtado, pontua que o programa contribuiu para a retomada econômica da região. “O Edital Doce apoiou iniciativas construídas nos próprios territórios, fortalecendo as economias locais e ampliando oportunidades de geração de renda”, afirma.
Novo Acordo do Rio Doce
Homologado por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal em 6 de novembro de 2024 o documento, que estabelece cerca de R$ 170 bilhões para reparar os danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão foi assinado pela Samarco, suas acionistas, pela União, pelos governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, além dos Ministérios Públicos Federal e estaduais e das Defensorias Públicas da União e dos dois estados. A extinta Fundação Renova participou como interveniente/anuente no processo.

