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Dólar e sazonalidade puxam queda de 25% do café; entenda

Receita das exportações de café superou US$ 54 milhões no mês, mesmo com retração de volume e redução de mercados internacionais

Por Amanda Amaral 

O volume de exportações de café caiu 25% na comparação entre janeiro de 2026 e janeiro de 2025, além disso, houve diminuição do número de países compradores nos últimos seis anos. É o que mostra o último Relatório Mensal de Exportação de Café pelo Espírito Santo, divulgado pelo Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV).

Nessa base de comparação, entre as variedades, o solúvel registrou a maior redução de receita (-61%), seguido pelo arábica (-43%) e pelo conilon (-13%). No volume embarcado, arábica e solúvel caíram 52%, enquanto o conilon recuou 7%.

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O Secretário executivo do CCCV, Sandro Rodrigues, explicou que a queda em janeiro se dá por uma combinação de fatores. “É uma janela para a exportação onde os concorrentes do Espírito Santo e do Brasil entram no mercado. O Brasil colhe de maio até o final de agosto e setembro. De outubro em diante, Colômbia, Indonésia e Vietnã entram nessa janela. Isso é sazonal”, comentou. 

Sandro Rodrigues também destacou que o conilon está menos competitivo que o do Vietnã, que é mais barato no mercado. “Outro fator pode ser a variação do dólar, mas os dois primeiros pontos têm um peso maior, principalmente na questão da competitividade”, disse.

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Outra questão com relação à retração das exportações é uma característica de mercado, segundo o secretario executivo do CCCV. “Quem tinha que comprar já comprou, agora a expectativa é quanto à próxima safra. Se a safra for grande, o preço cai para quem compra, por exemplo”, ressaltou.  Com relação ao café solúvel, tem se buscado outros portos para escoamento, segundo Sandro Rodrigues, como Rio de Janeiro e Santos com maior vantagem logística e menor preço de frete internacional.

Além disso, é importante lembrar que o café solúvel ainda sofre com taxas impostas pelos Estados Unidos (EUA). O relatório traz ainda, informações sobre o total exportado no mês de janeiro, 195 mil sacas de café, sendo 30 mil de arábica, 147 mil de conilon e 18 mil de café solúvel. No período, a receita cambial superou US$ 54 milhões no mês. Com relação ao mês anterior, queda de 32% no volume e de 37% na receita.

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