Em entrevista à ES Brasil, a dermatologista Livia Grassini explicou quando o protetor com cor é mais indicado, como ele atua na pele e por que pode ser um aliado contra manchas e luz visível
Por Thamiris Guidoni
O uso diário do protetor solar é uma das principais recomendações dermatológicas para prevenção do câncer de pele, do fotoenvelhecimento e do surgimento de manchas. Nos últimos anos, o protetor com cor passou a ganhar espaço por oferecer uma camada adicional de proteção.
Além da radiação ultravioleta (UVA e UVB), ele também atua na proteção contra a luz visível, presente em telas de celular, computadores, lâmpadas de LED e no ambiente cotidiano.
Em entrevista à ES Brasil, a dermatologista Livia Grassini, da Rede Meridional, disse que essa é a principal diferença em relação ao protetor tradicional.
“O protetor com cor possui o pigmento que consegue fazer proteção da luz visível (luz azul: lâmpada de LED, celular, computador) além da proteção da radiação ultravioleta”, explica.
Ela destaca que alguns protetores sem cor já contam com tecnologias semelhantes, mas os com pigmento ainda são os mais utilizados quando o objetivo é reforçar essa barreira.
Quando o protetor com cor é mais indicado
O produto não é obrigatório para todos os tipos de pele, mas se torna especialmente útil em situações relacionadas ao tratamento e prevenção de manchas.
- Pessoas com melasma
- Pacientes com manchas de acne
- Pessoas com sardas ou hiperpigmentações
- Quem está em pós-procedimentos estéticos, como laser e peeling
- Quem busca substituir a base de maquiagem no dia a dia
“O protetor com cor é mais indicado para quem faz tratamento de manchas como melasma, pós-tratamentos estéticos, manchas de acne, sardas, entre outras”, afirma a dermatologista.
Escolha e uso correto fazem diferença
A escolha do protetor solar deve levar em conta o tipo de pele e o nível de exposição. A recomendação geral é optar por FPS acima de 30, sendo o ideal acima de 50.
Peles oleosas devem priorizar fórmulas oil free e com toque seco, enquanto peles secas se adaptam melhor a versões mais hidratantes. A tonalidade também deve ser compatível com o tom de pele para garantir melhor uniformidade.
Outro ponto essencial é a forma de aplicação. A quantidade insuficiente e a falta de reaplicação estão entre os erros mais comuns no uso do protetor solar, comprometendo sua eficácia.
Mitos e verdades sobre o protetor solar
Algumas crenças ainda são comuns no dia a dia, mas não correspondem à realidade.
- Não precisa usar protetor em dias nublados: mito. A radiação ultravioleta atravessa as nuvens e continua atingindo a pele mesmo sem sol aparente.
- Maquiagem com FPS substitui o protetor solar: mito. O fator de proteção costuma ser baixo e não oferece cobertura adequada contra os raios UVA.
- Protetor solar causa acne: mito. Existem fórmulas desenvolvidas para peles oleosas que ajudam a controlar o brilho e não aumentam o risco de acne.
Proteção deve ser diária
O protetor solar deve ser incorporado à rotina de cuidados independentemente do clima ou da estação do ano. O uso contínuo é uma das principais formas de prevenção ao câncer de pele, além de contribuir para evitar o fotoenvelhecimento e o surgimento de manchas.
“O protetor solar deve se tornar um hábito e ser utilizado todos os dias, independente do clima. A principal forma de diminuir risco do câncer de pele é o uso do protetor solar. A proteção contra a radiação ultravioleta e a luz visível também reduz o fotoenvelhecimento e o surgimento de manchas”, orienta a dermatologista Livia Grassini.

