- Continua após a publicidade -

Gravidez é fator de risco para o melasma, diz pesquisa

Estudo também aponta que melasma é multifatorial e pode ser desencadeado por genética, principalmente quando os pais apresentam a condição

Com o objetivo de reunir os estudos mais recentes sobre o melasma, caracterizado por manchas em tons acastanhados, pesquisadores fizeram uma revisão de artigos científicos publicados sobre essa condição, o Update on Melasma—Part I: Pathogenesis e o Update on Melasma—Part II: Treatment, divulgados no periódico científico Dermatology and Therapy.

Os dados coletados apontam que os hormônios sexuais femininos são fatores de risco para o desenvolvimento desta hiperpigmentação, como os desequilíbrios devido à gravidez, tumores ovarianos, terapia de reposição hormonal e contraceptivos. E a prevalência de melasma após estímulo hormonal varia, sendo que 14,5% a 56% dos casos apurados ocorreram em mulheres grávidas, enquanto de 11% a 46% estavam associados ao uso de anticoncepcionais. A exposição direta ao sol, ocupacional ou intencional, também é outra ameaça, e isso foi relatado de 27% a 51% dos pacientes.

O problema é que isso pode causar incômodos e afetar a autoestima. “Quando a pessoa percebe a mancha, ela já está instalada. Dificilmente some, só minimiza. E, embora a incidência seja mais prevalente no rosto, pode acometer outras partes do corpo”, explica Geisa Costa, médica dermatologista.

- Continua após a publicidade -

O estudo também aponta que o melasma é multifatorial e pode ser desencadeado por genética, principalmente quando os pais apresentam a condição; pelo estresse oxidativo, quando há excesso de radicais livres que provocam danos celulares e isso reflete na pele; e até alterações funcionais, como o comprometimento da barreira cutânea, que pode acontecer por falta de hidratação.

Para os pesquisadores, o tratamento do melasma é desafiador, já que as manchas não desaparecem completamente na maioria dos pacientes e as recidivas são frequentes. “Em primeiro lugar, recomendamos a proteção solar diária para prevenir, proteger e manter a pigmentação sob controle durante e após o tratamento. Pode usar o filtro com ou sem cor. E ainda aplicar uma maquiagem com FPS para potencializar o resultado”, comenta a especialista, que é membro da Sociedade Latino Americana de Dermatologia Pediátrica e Membro da Sociedade Brasileira de Laser

A associação de clareadores tópicos deve ser considerada, assim como medicamentos orais. E alguns procedimentos, como o microagulhamento, complementam o tratamento tópico. Os peelings químicos atuam principalmente via renovação epidérmica. “Pode ser indicado ainda o laser, mas é preciso uma boa avaliação, já que o calor induz a hiperpigmentação”, alerta Geisa Costa, diretora clínica e fundadora do Art Beauty Center (São Paulo e Uberaba/MG).

O documento também aponta que mais pesquisas estão sendo realizadas e levam em conta novos tratamentos e a combinação de medicação disponível, assim como estratégias que reduzem o estresse oxidativo. Tudo para tentar acabar de vez com esse problema.

- Continua após a publicidade -

Com informações de Agência Estado

Leia Mais

SUS vai ampliar proteção vacinal contra doença pneumocócica
Prevenção da gravidez na adolescência: ES segue com...
HPV leva a 7,5 mil mortes anuais por...
Zika: sequestro de gene após infecção causa microcefalia
Ministério recolhe lote de azeite impróprio para o...
Campanha de combate ao fumo alerta para riscos...
ES soma quase 500 autorizações para doação de...
Espírito Santo tem redução no índice de gravidez...
Anabolizantes podem levar à hipertofria cardíaca; entenda
Consumo de álcool na gravidez pode causar danos...

Receba notícias exclusivas no seu WhatsApp

Contéudos especiais no seu email. Receba hoje!

- Continua após a publicidade -
- Publicidade -

EDIÇÃO DIGITAL

Edição 233

RÁDIO ES BRASIL

Continua após publicidade

Política e ECONOMIA

- Publicidade -

Matérias relacionadas

- Continua após a publicidade -