O skincare coreano ganha espaço no cuidado com a pele e, em entrevista à ES Brasil, a dermatologista Lívia Grassini explica os princípios do skinimalism
Por Thamiris Guidoni
A rotina de cuidados com a pele inspirada na Coreia do Sul deixou de ser uma tendência distante para se consolidar como referência global em dermatologia estética e autocuidado. Baseada em prevenção, hidratação e constância, a chamada skincare coreana propõe uma relação mais cuidadosa com a pele, priorizando saúde e equilíbrio em vez de intervenções agressivas.
Em entrevista à ES Brasil, Lívia Grassini, dermatologista da Rede Meridional, , explica que o diferencial dessa abordagem está na lógica da simplicidade funcional.
“O skincare coreano se baseia no skinimalism, uma abordagem simplificada com produtos multifuncionais, com menos etapas e mais eficácia. O foco principal é a hidratação, porque quanto mais fortalecida a barreira cutânea, melhor a ação dos ativos e menor a sensibilidade da pele”, afirma.
Segundo a especialista, a integridade da barreira cutânea é o eixo central dessa rotina, já que influencia diretamente a saúde, a textura e a aparência da pele. Quando bem preservada, ela contribui para mais luminosidade, uniformidade e menor risco de irritações.
A base da rotina e os ativos mais usados
A estrutura da rotina coreana parte de três pilares principais: limpeza suave, hidratação em camadas e proteção solar diária. A partir disso, entram ativos específicos conforme a necessidade de cada pele, como acne, manchas ou sinais de envelhecimento.
Entre os ativos mais utilizados estão niacinamida, centella asiática, ceramidas, ácido hialurônico, vitamina C, ácido salicílico e retinóides, além de tecnologias mais recentes como exossomos e PDRN.
Apesar da variedade de produtos e ativos, a dermatologista alerta que o excesso pode comprometer os resultados.
“Os principais erros são utilizar produtos que não são apropriados para cada tipo de pele, além da limpeza excessiva e da mistura de ativos sem orientação, o que pode causar irritações”, destaca Lívia.
Quando a adaptação faz diferença
A adaptação ao clima brasileiro é um ponto essencial para a eficácia da rotina. Segundo a especialista, texturas mais leves, como géis, séruns e loções, tendem a funcionar melhor em um país de clima quente e úmido, assim como protetores solares com controle de oleosidade. Fórmulas mais densas podem não se adaptar bem a peles mistas e oleosas.
O skincare coreano reforça uma mudança de comportamento no cuidado com a pele, com foco em prevenção e constância. A estética da “glass skin”, pele luminosa, uniforme e saudável, permanece como referência, mas com ênfase crescente na saúde cutânea ao longo do tempo.

