Em um mês como agosto, em que a paternidade é celebrada, vale refletir: que legado queremos deixar no mundo corporativo?

Por Jean Paul Villacís
Cada vez mais, o sucesso de uma empresa está diretamente ligado à capacidade de olhar para os colaboradores como um seres humanos completos — com vida, desafios e emoções para além da rotina corporativa. E, quando falamos de parentalidade, essa visão integral se torna ainda mais urgente. A chegada de um filho transforma profundamente a vida de qualquer profissional. O período da gestação e os primeiros meses de vida do bebê exigem acolhimento, adaptação, e, acima de tudo, apoio.
Empresas que enxergam isso saem na frente. Em um mês como agosto, em que a paternidade é celebrada, vale refletir: que legado queremos deixar no mundo corporativo? Está mais do que na hora de entender que promover o cuidado integral com pais e mães não é gasto. É estratégia. E uma estratégia poderosa para criar ambientes de trabalho mais humanos, resilientes e preparados para o futuro.
No Espírito Santo, grandes organizações já perceberam isso. Samarco, Findes, Banestes e Cesan têm adotado o programa Affetic Baby, solução inovadora criada por uma startup capixaba que vai além dos benefícios obrigatórios, como licenças e auxílio financeiro.
O Affetic Baby acompanha colaboradores desde a gestação até os primeiros meses do bebê, com acolhimento emocional, orientação prática e escuta ativa. O programa é conduzido por especialistas e promove a parentalidade ativa, fortalecendo vínculos familiares e prevenindo adoecimentos psicoemocionais que podem gerar afastamentos e impactos na carreira.
Essas organizações entenderam que, para garantir bem-estar, engajamento e produtividade no ambiente corporativo, é preciso cuidar da saúde emocional de pais e mães em uma das fases mais sensíveis da vida.
Mais do que uma ação de RH, é uma iniciativa que se conecta com normas legais como a NR-1, que determina a identificação e a prevenção de riscos psicossociais no ambiente de trabalho, além de estar em sintonia com políticas públicas que incentivam a promoção da saúde mental de forma ampla, dentro e fora da empresa.
Depoimentos de colaboradores revelam o poder transformador desse cuidado e traduzem uma verdade cada vez mais evidente: empresas que valorizam a parentalidade fortalecem o senso de pertencimento de seus times, reduzem o turnover e o absenteísmo e constroem uma reputação institucional sólida e humana.
Os benefícios são múltiplos: clima organizacional mais saudável, colaboradores mais comprometidos, melhor performance e maior atração de talentos. Para as famílias, o impacto é imensurável: equilíbrio emocional, segurança e um início de vida mais estruturado para o bebê.
Por que empresas capixabas saem na frente? Porque compreenderam que investir no ser humano é também investir no próprio negócio. Ao adotar o Affetic Baby, Samarco, Findes, Banestes e Cesan inspiram uma nova cultura empresarial, em que a paternidade e a maternidade são vistas como jornadas que merecem ser acompanhadas com empatia, estrutura e responsabilidade. Que outras empresas se inspirem e compreendam: apoiar a parentalidade é apoiar o que temos de mais valioso: as pessoas.
Jean Paul Villacís Guerra é empresário e especialista em inovação e neurociência.

