Em entrevista à ES Brasil, a especialista Renata Melo orienta cuidados essenciais para manter os cabelos saudáveis no inverno e evitar ressecamento e quebra dos fios
Por Thamiris Guidoni
Com a chegada dos meses mais frios do ano, é comum que muitas pessoas percebam mudanças na saúde dos cabelos. Fios mais ressecados, opacos, com frizz e maior tendência à quebra estão entre as queixas mais frequentes. Também é nessa época que problemas do couro cabeludo, como coceira e descamação, podem se tornar mais evidentes.
Embora o inverno não seja a causa direta dessas alterações, hábitos típicos do período, como banhos muito quentes, menor ingestão de água, uso frequente de secadores e redução da frequência de lavagem, podem comprometer a saúde capilar.
Em entrevista à ES Brasil, a médica especialista em tratamentos capilares Renata Melo explica que os efeitos do frio variam conforme o tipo de cabelo.
“Os cabelos cacheados e crespos tendem a sofrer mais com o ressecamento, já que a oleosidade natural encontra mais dificuldade para percorrer o fio. Já os lisos podem perder brilho e ficar mais opacos”, afirma.
Segundo ela, o couro cabeludo também costuma ser impactado nesta época do ano. “É comum observar aumento da descamação, coceira e até piora da dermatite seborreica, conhecida como caspa. Muitas vezes, o inverno apenas evidencia um quadro que já existia”, explica.
Entre os hábitos que mais prejudicam a saúde capilar no frio estão os banhos muito quentes, que removem a proteção natural dos fios, a redução inadequada das lavagens e o uso frequente de ferramentas térmicas sem proteção adequada, o que pode aumentar o ressecamento e a quebra.
Quando a queda de cabelo merece atenção
Embora seja comum notar mais fios no ralo ou na escova durante o inverno, a especialista alerta que nem toda queda é passageira.
De acordo com Renata, é importante investigar quando a queda persiste por mais de dois ou três meses, quando há afinamento dos fios, redução do volume capilar ou maior exposição do couro cabeludo.
Sintomas como coceira intensa, ardência, sensibilidade ou descamação também podem indicar a necessidade de avaliação médica.
Ela reforça ainda que o uso de vitaminas, suplementos e gummies para cabelo não deve ser feito sem orientação profissional.
“Nem toda queda está ligada à falta de nutrientes. As causas podem ser hormonais, genéticas, inflamatórias ou relacionadas ao estresse. O diagnóstico correto é essencial para o tratamento adequado”, conclui.

