- Continua após a publicidade -
- Continua após a publicidade -

Esperar nem sempre é melhor para financiar um imóvel

Esperar nem sempre é melhor para financiar um imóvel

Patrimônio raramente é construído por quem fica aguardando a taxa ideal. Na maioria das vezes, ele é construído por quem age no momento certo

Por Ricardo Gava

A redução da taxa Selic costuma reacender uma dúvida entre os brasileiros que pretendem comprar um imóvel: vale a pena fechar negócio agora ou esperar um pouco mais por juros menores? A decisão não deve ser baseada exclusivamente nas taxas de financiamento.

Um dos erros mais comuns é acompanhar apenas a movimentação dos juros e ignorar a valorização do imóvel ao longo do tempo. Muitas pessoas passam meses ou até anos esperando uma condição melhor de financiamento e acabam deixando de observar que, durante esse período, o imóvel continua se valorizando. Enquanto elas esperam, o mercado imobiliário segue em movimento e as oportunidades passam.

- Continua após a publicidade -

Uma das frases mais repetidas quando o assunto é financiamento imobiliário é a de que, ao final do contrato, o comprador paga dois ou até três imóveis. No entanto, essa análise considera apenas o custo financeiro e desconsidera a formação de patrimônio. A pergunta mais importante não é quanto foi pago ao banco, mas quanto aquele imóvel passou a valer ao longo de 20 ou 30 anos. Quem olha apenas para os juros enxerga uma despesa. Quem olha para o imóvel enxerga um patrimônio.

Outro aspecto é que a maioria dos financiamentos não chega ao prazo final contratado. Embora os contratos sejam assinados por 30 ou 35 anos, muitas famílias utilizam o FGTS, realizam amortizações, aumentam a renda ao longo do tempo ou antecipam parcelas. Na prática, boa parte desses contratos é liquidada muito antes do prazo previsto inicialmente.

Conteúdo em Alta

Longevidade no trabalho
Plano Safra 2026 está na reta final e...
Ministério lança simulador do Novo Desenrola
Minerais críticos: Brasil ainda engatinha sem infraestrutura
Compra e venda de imóvel na planta: riscos...
Empresários cobram qualificação de mão de obra no...
Juros fecham quase estáveis em dia de Treasuries...
Construção civil do ES entra em nova era
Casamento: o avanço do pacto antenupcial no Brasil
Portabilidade do saldo devedor do cartão de crédito...

O imóvel adquirido hoje tem um preço definido, enquanto o custo do dinheiro pode ser renegociado futuramente. Se as taxas de juros caírem mais adiante, existe a possibilidade de fazer a portabilidade do financiamento e buscar condições melhores. O que o comprador não consegue fazer é voltar no tempo para adquirir o mesmo imóvel pelo preço antigo.

A queda da Selic representa uma notícia positiva porque cria um ambiente mais favorável para o crédito imobiliário. Ainda assim, a estratégia mais eficiente costuma ser identificar uma boa oportunidade e tomar uma decisão consciente, sem esperar pelo cenário perfeito. Patrimônio raramente é construído por quem fica aguardando a taxa ideal. Na maioria das vezes, ele é construído por quem age no momento certo e permite que o tempo trabalhe a favor do investimento.

- Continua após a publicidade -

Ricardo Gava é diretor da Gava Crédito Imobiliário e diretor da Ademi Secovi ES

Leia Mais

A saúde conectada e a escalada dos golpes...
Segundo Ineep, Brasil sente menos os efeitos da...
Banco Mundial reduz previsão do PIB brasileiro para...
Brasil Soberano amplia crédito a empresas
Engenharia da confiança: o valor da entrega
Economia brasileira avança 0,1% em abril, aponta prévia...
Juros sobem após Copom e Selic
STJ define regras para locação de temporada em...
Não há receita para a sucessão familiar, mas...
Cartão alimentação tem portabilidade regulamentada
- Continua após a publicidade -

Mais Artigos

Continua após publicidade

RÁDIO ES BRASIL

Continua após publicidade
- Publicidade -

Vida Capixaba