O terreno viabiliza a instalação da GWM e expansão do Parklog no Norte do Espírito Santo
Por Letícia Arcanjo
Projeto que prevê a doação de duas áreas em Aracruz, no Norte do Espírito Santo, com cerca de 1,82 milhão de metros quadrados no total, foi encaminhado à Assembleia Legislativa (Ales) pelo Governo do Estado. A proposta tramita em regime de urgência após aprovação de requerimento nesta segunda-feira (22).
A área com 79,5 mil metros quadrados, será destinada ao município de Aracruz para obras de apoio ao Parklog/ES, já a outra, com aproximadamente 1,74 milhão de metros quadrados, será usada para instalação de um complexo industrial automotivo da Great Wall Motors (GWM), com unidades produtivas, área logística e futuras áreas de expansão.
Polo logístico no Norte
O Parklog/ES é um programa estruturante que reúne investimentos públicos e privados estimados em mais de R$ 12 bilhões e integra portos, ferrovias, rodovias e estruturas de exportação no Norte capixaba. Segundo a justificativa enviada ao Legislativo, a área destinada ao município deve apoiar a gestão e a integração multimodal do sistema logístico, além de fortalecer a governança do complexo industrial e portuário.
GWM
O empreendimento prevê capacidade de produção de até 200 mil veículos por ano e investimentos estimados em cerca de R$ 4,6 bilhões. Na primeira fase, prevista para começar em 2026, a produção deve chegar a 100 mil veículos anuais, com aportes entre R$ 2,3 bilhões e R$ 2,9 bilhões e geração de até 5 mil empregos diretos e indiretos. A expansão pode dobrar a capacidade e elevar o total de vagas para até 10 mil.
“O projeto também apresenta relevante dimensão tecnológica, com potencial para estimular parcerias entre empresas, universidades, centros de pesquisa e instituições de inovação, promovendo a qualificação profissional, a formação de mão de obra especializada e a difusão de conhecimento aplicado à indústria avançada”, afirma o governador.
Além disso, o texto estabelece que os imóveis deverão ser utilizados exclusivamente para as finalidades previstas no projeto, e caso as condições não sejam cumpridas até 2029, as áreas podem retornar ao patrimônio do Estado.

