Vila Velha impulsiona recorde de 10 anos na construção civil; Sinduscon-ES aponta que 75% das unidades em obra já estão vendidas
Por Amanda Amaral
Vila Velha é o município que possui o maior número de prédios em construção na Grande Vitória. A cidade saltou de 7.255 unidades em produção em 2024, para 9.801 imóveis em 2025, aumento de 35%.
Os dados são do 46° Censo Imobiliário – 2º semestre de 2025, e foram apresentados esta semana pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Espírito Santo (Sinduscon-ES).
Das 9.801 unidades em Vila Velha, 50,3% das unidades são residenciais e 49,1% das unidades comerciais. A cidade ajudou a impulsionar também o crescimento do Estado, que saltou de 14.885 unidades em dezembro de 2024 para 19.469 unidades no fim de 2025, alta de 30,8%.
“Esse avanço no setor imobiliário mostra que nossa cidade está no rumo certo. Estamos preparados para o futuro, trabalhando cada vez mais com planejamento e investimentos em infraestrutura urbana, para seguirmos melhorando qualidade de vida da nossa população. Cada obra que nasce aqui representa mais emprego, renda e novas oportunidades para todos”, disse o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo.
O mercado atingiu o maior pico de imóveis em obra dos últimos dez anos, superando o período de retração que veio após 2012, segundo o diretor de Economia e Estatísticas do Sinduscon-ES, Eduardo Borges. “O cenário é saudável, com 75% das unidades em obra já vendidas e 55% do total de lançamentos comercializados”, disse sobre o momento atual do mercado imobiliário na Grande Vitória.
Lançamentos

Somente no segundo semestre de 2025, foram lançadas 3.822 novas unidades em Vila Velha, contra 2.690 no mesmo período de 2024, crescimento de 42%. A previsão para 2026 é o lançamento de 6.664 novas unidades residenciais na Grande Vitória, sendo mais 2.540 apenas em Vila Velha.
Contudo, as vendas desaceleraram caindo de +6,7% para +5,6% nos empreendimentos de médio e alto padrão, e de +7,9% para +6,4% nos econômicos. Ainda assim, o índice geral se manteve estável, passando de 74,3% para 74,9%.

