Expansão da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Manguinhos pode auxiliar na liberação de licenciamentos e impulsionar retomada de projetos imobiliários
Por Letícia Arcanjo
A primeira etapa das obras de melhoria operacional da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Manguinhos foi entregue pelo governador Ricardo Ferraço nesta quarta-feira (27), em uma iniciativa considerada estratégica para destravar o mercado imobiliário da Serra.
Na mesma ocasião, também foi assinada a ordem de serviço para a segunda fase das intervenções executadas pela Companhia Espírito-santense de Saneamento (Cesan), que preveem a ampliação da capacidade de tratamento da estação dos atuais 110 litros por segundo para 220 litros por segundo.
O presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES), Alexandre Schubert de Azevedo, afirma que o mercado imobiliário da Serra enfrenta limitações há anos devido à insuficiência da capacidade de esgotamento sanitário para atender novos empreendimentos.
“A ampliação da ETE de Manguinhos é fundamental para que novos empreendimentos consigam ser aprovados, licenciados, obtenham financiamento para produção e possam sair do papel”, destaca.
Segundo Schubert, a expectativa é de que, com os investimentos, projetos que estavam travados por falta de viabilidade técnica avancem novamente no município, permitindo a retomada de iniciativas paralisadas e impulsionando novos lançamentos imobiliários na Serra. De acordo com o presidente da Ademi-ES, cerca de 13 empreendimentos ligados à entidade permaneciam paralisados no município.
Segundo a Cesan, o sistema Manguinhos atende toda a região sul da Serra, incluindo a área litorânea e bairros como Carapebus, Bicanga, Ourimar, Manguinhos, Jardim Limoeiro, Cidade Continental, São Diogo, Chácaras Santa Luzia, Valparaíso e Laranjeiras. Com a ampliação, aproximadamente 112 mil moradores devem ser beneficiados.

Schubert ressalta ainda que, com a entrega parcial da ampliação e a previsão de conclusão total das obras entre 2027 e 2028, a Cesan poderá emitir a viabilidade técnica necessária para os projetos. O documento funciona como um aval para a construção dos empreendimentos, assegurando capacidade para o tratamento do esgoto gerado.
O presidente da Ademi-ES explica que a partir dessa viabilidade, a prefeitura pode aprovar os projetos, as empresas conseguem buscar financiamento e iniciar as obras, já que haverá estrutura adequada para a destinação dos efluentes quando os empreendimentos forem concluídos
“Esse projeto é um primeiro e importantíssimo passo. A expectativa é que os investimentos tenham continuidade para que as demais estações também sejam potencializadas”, conclui.

