Rastreabilidade no café capixaba aumenta valor e sustentabilidade, atendendo exigências internacionais e melhorando competitividade
Por Ludmila Azevedo
A adoção de práticas sustentáveis no campo envolve uma série de ferramentas que permitem comprovar, na prática, o cumprimento das exigências ambientais e de governança impostas pelos mercados compradores. Entre elas, a rastreabilidade tornou-se um dos principais instrumentos para agregar valor à produção capixaba.
A rastreabilidade no café permite acompanhar informações da produção, “da lavoura ao mercado”, reunindo dados sobre manejo agrícola, emissões de carbono, uso do solo, produtividade e práticas sustentáveis.
Como funciona? (Fonte: Cecafé e Imaflora)
1. Coleta de informações nas propriedades
- Dados da safra
- Manejo agrícola
- Uso de fertilizantes
- Podas
- Energia utilizada
- Destino da palha do café
- Transporte e produtividade
2. Análise das áreas e do solo
- Coleta de amostras de solo e plantas
- Comparação entre manejo tradicional e sustentável
- Avaliação de áreas de pastagem e café
3. Cálculo das emissões
É feito com base nas diretrizes do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) e nas metodologias do GHG Protocol, protocolo que divide as emissões de uma organização em categorias ou “escopos”, para evitar dupla contabilidade.
4. Identificação das fontes de emissão
- Principais fontes identificadas:
- Adubação nitrogenada
- Resíduos da poda
- Secagem do café
- Correção do solo
- Transporte
5. Mapeamento das boas práticas
- Uso de adubo orgânico e organomineral
- Retorno da palha ao solo
- Manutenção dos resíduos de poda
- Cobertura vegetal entre linhas do cafezal
Resultados
Estudos apontam o potencial da cafeicultura, por meio da rastreabilidade, para estocar carbono no solo, contribuindo para a redução dos impactos das mudanças climáticas.
A rastreabilidade passou a ser requisito internacional para exportação de café sustentável. As propriedades que aplicam essa metodologia saem na frente.
Essa matéria é uma republicação da edição 234 da Revista ES Brasil – Anuário Verde. Confira a edição digital completa aqui.

