Mapeamento da Findes avalia capacidade da indústria capixaba em cadeia offshore com potencial de R$ 4,8 bilhões
Por Letícia Arcanjo
O descomissionamento de plataformas offshore entra no radar da indústria capixaba como uma nova frente de negócios no setor de petróleo. A atividade, que envolve a retirada, desmontagem, reaproveitamento e destinação de estruturas após o fim da operação, deve movimentar, no Estado, cerca de R$ 4,8 bilhões nos próximos anos.
Para identificar empresas com potencial de atuação nessa cadeia, a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), por meio do Fórum Capixaba de Petróleo, Gás e Energia (FCPGE), iniciou um mapeamento da capacidade industrial instalada no Estado. O levantamento é realizado em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF), instituição com atuação em estudos sobre descomissionamento offshore.
A pesquisa, que foi apresentada no Workshop Descomissionamento Offshore e Reciclagem no Espírito Santo, pretende identificar quais empresas capixabas já possuem estrutura, equipamentos, serviços e competências que podem atender às demandas do setor.
O diagnóstico também deverá orientar ações para desenvolvimento de fornecedores, atração de investimentos e ampliação da participação da indústria local nesse mercado.
“O descomissionamento offshore representa uma nova fronteira de desenvolvimento para a indústria capixaba. Nosso objetivo é identificar as capacidades já existentes no Estado para estruturar essa cadeia produtiva, fortalecer empresas locais e ampliar a participação do Espírito Santo em um mercado com grande potencial de geração de negócios, empregos e investimentos”, afirma o presidente da Findes, Paulo Baraona.
O mapeamento é direcionado a empresas que atuam em atividades relacionadas ao descomissionamento offshore, sendo elas, instalações portuárias, estaleiros, siderurgia, reciclagem e fornecimento de bens e serviços. Segundo a Findes, a expectativa é que o levantamento ajude a construir um diagnóstico da capacidade instalada da indústria capixaba e orientar iniciativas que ampliem a inserção das empresas nesse novo mercado.

