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Presidente do Irã afirma que deseja impedir guerra

O presidente do Irã, Hassan Rohani, tem sido criticado pela ala ultraconservadora do país

Após o ataque da base de Ain Al-Asad, na província iraquiana de Al-Anbar, atingida por um ataque do Irã no dia 8 de janeiro, o presidente iraniano, Hassan Rohani, afirmou que trabalha “diariamente para impedir uma guerra” com os Estados Unidos e que é “uma preocupação diária”.

Em seu discurso, Rohani garantiu que as retaliações, que desencadearam perdas materiais, reforçaram a dissuasão iraniana diante das “ameaças” do presidente norte-americano, Donald Trump.

O ataque foi realizado em reposta a morte do general iraniano Qasem Soleiman, assassinado no último dia 3 de janeiro em uma operação militar do Pentágono com um drone nos arredores do aeroporto de Bagdá, capital do Iraque.

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Desta forma, o presidente do Irã afirma que seu país já teve, por meio dos ataques com mísseis contra bases usadas pelo Exército americano, “a compensação militar” desejada pela morte de Soleimani.

Presidente do Irã afirma que deseja impedir guerra
Qasem Soleimani comandava a Força Quds do Irã, e foi morto no dia 3 de janeiro. – Foto: Getty Images
Ala ultraconservadora

Após ter adotado uma postura diferente de outros governantes desde 2013, Hassan Rohani está sendo alvo de críticas pela ala ultraconservadora do país. Ele destaca que o acordo nuclear com os Estados Unidos ainda é muito importante, mas está gerando polêmica. Saiba mais aqui!

“Com este acordo, provamos na prática que é possível interagirmos com o mundo”, afirmou Rohani.

Ele destaca que não está sendo fácil administrar o país e como se sente com tantas críticas dos grupos sobre a Europa e os Estados Unidos. “Eles nos dizem que há pessoas em quem vocês não devem confiar”, afirmou. E complementou sobre a postura “imprevisível” de Donald Trump. “Isso é verdade e, se nos deparássemos apenas com pessoas dignas de confiança, a tarefa seria simples e fácil”, implementou.

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Vale lembrar que o guia supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, proibiu qualquer diálogo com os europeus e com o país norte-americano por não serem confiáveis.

*Da redação, com informações do Correio do Povo.

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