Antes de ataque, soldados norte-americanos se protegem em bunkers

Soldados se protegeram na base norte-americana Ain Al-Asad, no Iraque, atacada no dia 8 de janeiro. - Foto: Reprodução / Geonotícias

Antes do ataque do Irã, os soldados norte-americanos se protegeram e guardaram comida oito horas antes

Os soldados dos Estados Unidos que estão em missão na base de Ain Al-Asad, na província iraquiana de Al-Anbar, atingida por um ataque iraniano no dia 8 de janeiro, conseguiram se proteger antes do ataque na região, segundo a imprensa norte-americana.

O ataque foi realizado em resposta ao assassinato do comandante da Força Quds da Guardian Corps. Revolução Islâmica (CGRI) do Irã, tenente-general Qasem Soleimani, em 3 de janeiro em Washington.

Desta forma, os militares se apressaram e transferiram pessoal e armamentos aos bunkers – estrutura construída embaixo da terra -, fortificados quase oito horas antes do ataque. Assim, os mísseis que caíram perto da 1h30 (19h30, em Brasília), atingiram os locais que estavam vazios, sem deixar nenhum morto.

Veja o vídeo de como ficou a base norte-americana no Iraque:

Uma fonte da inteligência do Iraque disse que parecia que os soldados sabiam do ataque, como se tivessem sido avisados horas antes. A imprensa dos Estados Unidos informou que o premiê iraquiano, Adil Abdul Mahdi, disse ter sido informado sobre a ofensiva pelos próprios iranianos.

Os bunkers utilizados pelos soldados foram construídos desde a ditadura de Saddam Hussein, que governou o Iraque entre 1979 e 2003. Os abrigos foram projetados para aguentarem ataques com menor impacto, como projéteis menos explosivos que mísseis, como foguetes e morteiros, usados pelos grupos islâmicos.

Avião

Autoridades iranianas anunciaram, nesta terça-feira (14), que alguns envolvidos na queda do avião ucraniano no dia 8 de janeiro, que resultou na morte de 176 pessoas, foram presos e serão punidos. Os nomes e a quantidade de pessoas não foram divulgados. Saiba mais sobre o acidente aqui!

O Boing 737-800 ucraniano caiu no dia 8 de janeiro e deixou 176 pessoas feridas. – Foto: AP Photo/Ebrahim Noroozi

O presidente iraniano, Hassan Rouhani, que reforça a queda da aeronave tinha intenção de retaliação norte-americana.

“Foram os EUA que criaram um ambiente agitado. Foram os EUA que criaram uma situação incomum. Foram os EUA que ameaçaram e levaram nosso amado (Soleimani)”, disse ele.

Morte

O general iraniano Qasem Soleimani foi assassinado no último dia 3 de janeiro em uma operação militar do Pentágono com um drone nos arredores do aeroporto de Bagdá, capital do Iraque.

Soleimani era líder da força de elite da Guarda Revolucionária do Irã e responsável por treinar e cooperar com milícias xiitas pelo Oriente Médio, como o Hezbollah, no Líbano.

Qasem Soleimani comandava a Força Quds do Irã, e foi morto no dia 3 de janeiro. – Foto: Getty Images

A morte do general havia sido planejada há pelo menos sete meses. Fontes revelaram a NBC, imprensa local, que o então assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, pressionou Trump a responder à queda de um drone americano no Irã com uma operação para matar Soleimani. Ele teve apoio do ainda secretário de Estado, Mike Pompeo.

*Da redação, com informações de agências.

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