Hassan Rohani: “A via correta é voltar ao acordo nuclear”

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O presidente do Irã, Hassan Rohani, afirmou que njão houve acordo com os Estados Unidos. - Foto: Iranian Presidency /AFP

Segundo o presidente do Irã, Hassan Rohani, a disputa entre Estados Unidos e o país persa pelo programa nuclear não chegou ao devido acordo

O presidente do Irã, Hassan Rohani, pediu, nesta quarta-feira (15), que a população seja unida e que o país faça uma mudança radical, após a queda do avião ucraniano no dia 8 de janeiro, que deixou 176 pessoas mortas. Saiba mais aqui!

Em seu discurso, Rohani avisou também que qualquer possibilidade de acordo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi descartada acerca do programa nuclear iraniano, sob a alegação de que a proposta é “estranha” e que o país não possui o costume de cumprir as promessas.

O presidente persa sugeriu que os Estados Unidos voltem com o acordo assinado em 2015, mas foi abandonado em 2018. Em contrapartida, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, pediu a Trump que altere o acordo para que Teerã não adquira uma arma nuclear.

O acordo prevê que países com grandes economias parem de aplicar sanções econômicas ao Irã, que diminuirá a atividade de seu programa nuclear. Por isso, o presidente norte-americano saiu do acordo em 2018 e colocou novas condições que atrapalharam a economia do país iraniano.

“Esse senhor primeiro-ministro em Londres, eu não sei como ele pensa. Ele diz ‘vamos deixar de lado o acordo nuclear e colocar o plano de Trump em ação. Se você tomar o passo errado, será em seu detrimento. Escolha a via correta. A via correta é voltar ao acordo nuclear”, disse Rohani em seu discurso.

Rohani afirma, ainda, que o Irã pode reverter as ações que violam o acordo assim que as sanções forem levantadas, e que seu programa nuclear é supervisionado pela Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA, na sigla em inglês).

Com a quebra do acordo, o Irã deixará de ofertar o comprometimento com o enriquecimento de urânio que constava no pacto.

*Da redação, com informações do G1.

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