Entenda como os especialistas estão trabalhando para tornar o Espírito Santo um hub logístico
Por Erik Oakes
O Espírito Santo é reconhecido por sua localização estratégica e forte vocação logística, mas ainda enfrenta gargalos importantes que limitam o pleno aproveitamento de seu potencial portuário. Mesmo com o crescimento na movimentação de cargas, muitos são os entraves para tornar o estado uma referência nacional em logística. Esse foi o ponto de partida do debate promovido pelo ES Brasil Debate, que reuniu Gabriel Baião Tavares (gerente de operações de Portocel), José Ernesto Conti (especialista em portos) e Patrícia Lascosques (superintendente Institucional de Logística da Suzano).
Um dos consensos entre os debatedores foi o fato de que os portos capixabas foram, historicamente, estruturados para atender demandas específicas de grandes indústrias, o que limitou a diversificação de cargas e dificultou uma atuação mais ampla. A modernização dos portos e a transição para um modelo de “multiportos” — que possam atender diferentes tipos de cargas e setores — foi apontada como essencial.
Gabriel destacou que Portocel já vem se reestruturando para receber novas cargas e buscar competitividade. Para isso, no entanto, os especialistas ressaltaram que é preciso investir também na infraestrutura externa, com destaque para a melhoria da malha rodoviária e maior integração com o transporte ferroviário e a cabotagem.
Outro ponto levantado foi a necessidade de planejamento urbano que garanta uma relação mais harmoniosa entre os portos e as cidades ao seu redor. “O porto não pode ser visto como um vizinho indesejado”, destacou Patrícia, ao lembrar que essas estruturas geram emprego, renda e desenvolvimento.
A criação de zonas industriais bem planejadas e o controle da expansão urbana são medidas importantes para preservar o entorno e manter a eficiência logística. Para entender melhor os desafios, ouvir os especialistas e conferir as propostas debatidas abaixo:

