Em entrevista à ES Brasil, o diretor da Fames, Fabiano Araújo, destacou a expansão da instituição pelo Estado, além dos avanços em pesquisa, inovação e formação musical
Por Thamiris Guidoni e Amanda Amaral
Em entrevista ao ES Brasil Entrevista, o diretor-geral da Fames, Fabiano Araújo, afirmou que a principal missão da atual gestão foi preparar a faculdade para os desafios do século XXI sem perder a tradição construída ao longo de mais de sete décadas.
“Hoje você olha para essa instituição madura, com muita tradição, mas totalmente rejuvenescida, pronta para mais 72 anos. A nossa principal meta foi fazer com que a Fames estivesse preparada para o século XXI, encarando os desafios dessa nova realidade sem abrir mão da sua história e da sua relevância cultural”, destacou.
Segundo Fabiano, a faculdade deixou de atuar apenas como conservatório voltado à música erudita e passou a integrar também a música popular em sua formação. O curso técnico na área começou em 2003 e a graduação em música popular foi criada em 2017.
Expansão para todo o Espírito Santo
Uma das principais transformações recentes foi a interiorização da instituição. Projetos como Música na Rede e Música para Todos permitiram que a Fames chegasse aos 78 municípios capixabas.
“A Faculdade de Música do Espírito Santo agora é realmente do Espírito Santo. Hoje todas as cidades têm algum projeto ligado à Fames e cerca de 7 mil alunos são atendidos”, destacou Fabiano Araújo.
Segundo o diretor, o Música na Rede atua em parceria com escolas estaduais, enquanto o Música para Todos amplia o acesso de quem deseja começar os estudos musicais do zero.
“Queríamos criar caminhos para quem sempre teve vontade de aprender música, mas nunca teve oportunidade. O capixaba hoje pode começar do zero e, se quiser, seguir uma formação profissional dentro da própria Fames”, disse.
Pesquisa, inovação e economia criativa
Além da formação artística, a faculdade também ampliou sua atuação científica e tecnológica, fortalecendo projetos de ensino, pesquisa e extensão.
“A pesquisa produz conhecimento inovador, que volta para a sala de aula e também para a sociedade. Hoje os nossos professores têm alta competitividade em editais e os alunos participam diretamente desse processo”, explicou.
As comemorações dos 72 anos incluíram apresentações no Teatro Carlos Gomes, Praça Costa Pereira e Teatro Sesc Glória, com concertos da Banda Sinfônica, Orquestra Sinfônica e grupos percussivos da instituição.

