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Fames 72 anos: tradição, inovação e o futuro da música no ES

Em entrevista à ES Brasil, o diretor da Fames, Fabiano Araújo, destacou a expansão da instituição pelo Estado, além dos avanços em pesquisa, inovação e formação musical

Por Thamiris Guidoni e Amanda Amaral

A Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames) completa 72 anos neste mês como uma das instituições mais tradicionais da cultura capixaba. A faculdade ampliou a atuação em pesquisa, inovação, extensão e projetos que hoje alcançam todos os municípios do Espírito Santo.

Em entrevista ao ES Brasil Entrevista, o diretor-geral da Fames, Fabiano Araújo, afirmou que a principal missão da atual gestão foi preparar a faculdade para os desafios do século XXI sem perder a tradição construída ao longo de mais de sete décadas.

“Hoje você olha para essa instituição madura, com muita tradição, mas totalmente rejuvenescida, pronta para mais 72 anos. A nossa principal meta foi fazer com que a Fames estivesse preparada para o século XXI, encarando os desafios dessa nova realidade sem abrir mão da sua história e da sua relevância cultural”, destacou.

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Segundo Fabiano, a faculdade deixou de atuar apenas como conservatório voltado à música erudita e passou a integrar também a música popular em sua formação. O curso técnico na área começou em 2003 e a graduação em música popular foi criada em 2017.

Expansão para todo o Espírito Santo

Uma das principais transformações recentes foi a interiorização da instituição. Projetos como Música na Rede e Música para Todos permitiram que a Fames chegasse aos 78 municípios capixabas.

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“A Faculdade de Música do Espírito Santo agora é realmente do Espírito Santo. Hoje todas as cidades têm algum projeto ligado à Fames e cerca de 7 mil alunos são atendidos”, destacou Fabiano Araújo.

Segundo o diretor, o Música na Rede atua em parceria com escolas estaduais, enquanto o Música para Todos amplia o acesso de quem deseja começar os estudos musicais do zero.

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“Queríamos criar caminhos para quem sempre teve vontade de aprender música, mas nunca teve oportunidade. O capixaba hoje pode começar do zero e, se quiser, seguir uma formação profissional dentro da própria Fames”, disse.

Pesquisa, inovação e economia criativa

Além da formação artística, a faculdade também ampliou sua atuação científica e tecnológica, fortalecendo projetos de ensino, pesquisa e extensão.

“A pesquisa produz conhecimento inovador, que volta para a sala de aula e também para a sociedade. Hoje os nossos professores têm alta competitividade em editais e os alunos participam diretamente desse processo”, explicou.

As comemorações dos 72 anos incluíram apresentações no Teatro Carlos Gomes, Praça Costa Pereira e Teatro Sesc Glória, com concertos da Banda Sinfônica, Orquestra Sinfônica e grupos percussivos da instituição.

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