Micro e pequenas empresas representam 42,7% das exportadoras capixabas e 32,9% das importadoras em 2025
Por Letícia Arcanjo
As micro e pequenas empresas capixabas vêm conquistando espaço no mercado internacional e ampliando sua participação nas exportações e importações do Espírito Santo. Em 2025, os pequenos negócios responderam por 42,74% das empresas exportadoras do Estado e por 32,91% das importadoras, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).
Ao todo, o Espírito Santo contabilizou 950 empresas exportadoras e 1.106 importadoras no período. As exportações capixabas somaram US$ 10,81 bilhões, dos quais US$ 218,6 milhões foram comercializados pelas micro e pequenas empresas. Já as importações totalizaram US$ 13,73 bilhões em 2025, com US$ 94,1 milhões adquiridos por pequenos negócios, o equivalente a 0,69% das compras internacionais do Estado.
Mesmo com participação ainda reduzida no valor total movimentado, o segmento apresentou desempenho positivo. As importações realizadas pelas MPEs cresceram 25,3% em relação ao ano anterior, enquanto as médias e grandes empresas registraram retração de 1,16%.
Em relação às exportações, apesar de representarem apenas 2,02% do valor total, os números indicam avanço em um cenário no qual as exportações das médias e grandes empresas recuaram 2,45% no mesmo período. Para o gerente da Unidade de Projetos, Processos e Inteligência de Dados do Sebrae/ES, Jefferson de Oliveira dos Santos, os resultados evidenciam a relevância crescente das micro e pequenas empresas na pauta internacional do Estado.
“Observa-se também um aumento nos volumes exportados. Em 2025, as exportações realizadas por micro e pequenas empresas registraram crescimento de 12,3% em relação ao ano anterior. Esse movimento reforça a importância dos pequenos negócios no fortalecimento da economia, ampliando a participação de diferentes perfis empresariais no comércio exterior”, ressalta.
Segundo o coordenador André Spalenza, o Espírito Santo reúne características que favorecem a internacionalização das empresas, com destaque para o elevado grau de abertura econômica do Estado. “O Espírito Santo tem um grau de abertura econômica próximo de 60%, enquanto a média nacional gira em torno de 30%. Isso significa que temos uma inserção internacional cerca de duas vezes maior do que a média do Brasil, o que confere ao Estado um potencial muito grande”, explica.

Impacto na economia
A ampliação da presença dos pequenos negócios no comércio exterior tem impacto direto na economia capixaba. Segundo Spalenza, as micro e pequenas empresas representam mais de 80% dos empreendimentos do Estado e têm papel fundamental na geração de emprego e renda.
“Quando se trata de um estado exportador como o Espírito Santo, a inserção das micro e pequenas empresas nesse cenário é extremamente importante e torna a economia mais diversificada e competitiva”, destaca.

