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Inovação, ESG e os impactos na transformação da economia

Inovação, ESG e os impactos na transformação da economia

Startups e pequenos negócios do Espírito Santo usam ESG e inovação para aumentar competitividade e sustentabilidade

Por Eurípedes Pedrinha

O mundo se reinventa de forma acelerada, e esse é um terreno fértil para que as startups ganhem protagonismo. Esses pequenos negócios desenvolvem modelos de inovação com mais agilidade, conectam tecnologia à educação empreendedora e geram impactos ainda mais positivos por meio de soluções aplicadas aos desafios da sustentabilidade.

A consolidação da agenda ESG (Ambiental, Social e Governança) como uma exigência para empresas de todos os portes, vem acelerando a transformação do mercado, visto que influencia investidores e consumidores. Nesse contexto, os pequenos negócios assumem um papel essencial na nova economia. 

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O desafio é estruturar as pequenas empresas na busca por eficiência e transformá-las em diferencial competitivo. No dia a dia, pequenas empresas aplicam ações sustentáveis, voltadas à redução de custos e aumento de competitividade, como a eficiência energética e o uso consciente de água, por exemplo. Os principais desafios são o conhecimento estruturado sobre ESG, a limitação de recursos financeiros e técnicos, a dificuldade de mensurar impacto e a baixa maturidade em gestão e governança.

A educação empreendedora e a capacitação são fundamentais para elevar a competitividade de qualquer empreendimento. O Sebrae tem feito um trabalho forte voltado para esse tema, capacitando e oferecendo ferramentas práticas para a aplicação do ESG na rotina das empresas. E os pequenos negócios que implantam boas práticas ambientais, sociais e de governança, podem aderir ao Selo ESG, um reconhecimento oferecido pelo Sebrae com a chancela da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Startups, governo, universidades, setor produtivo, investidores, hubs de inovação e instituições de apoio ao empreendedorismo têm se articulado para integrar inovação, desenvolvimento e sustentabilidade. A movimentação tem refletido muito positivamente no amadurecimento do ecossistema de inovação capixaba. 

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Ao passo em que criam soluções inovadoras, as startups oferecem novas ideias, produtos e serviços, tanto para empresas quanto para a sociedade, arejando o mercado. Vale dizer que o Espírito Santo tem mais de 600 startups, segundo dados do Observatório Sebrae Startups.

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Em muitos casos, as propostas trazidas por startups conferem eficiência, são escaláveis e geram um custo menor para solucionar os desafios das empresas. A inovação vem se tornando um elemento mais natural dentro das instituições e empresas de todos os portes, devido a uma presença maior nas agendas pública e empresarial. O ecossistema está fortalecido, crescendo, e eventos como o ESX – Innovation Experience Espírito Santo, que será realizado de 11 a 13 de junho na Praça do Papa, pavimentam esse caminho apresentando à sociedade uma inovação próxima, que está presente no dia a dia das pessoas.

Para os atores do ecossistema, grandes eventos como esse são uma oportunidade para fazer negócios, buscar investimentos e trocar conhecimento com empresas, instituições e profissionais de todo o país. O setor também tem atraído investimentos vindos de fontes importantes como o Fundo Soberano (Funses), que investe em startups e em descarbonização; e o Fundo Estadual de Ciência e Tecnologia (Funcitec/MCI), que apoia projetos de inovação no estado.

Nos negócios do futuro, o ESG passa a ser um diferencial competitivo, que abrem espaço para os pequenos negócios em cadeias mais exigentes. O Espírito Santo possui condições importantes nesse cenário. Com startups mais maduras e pequenos negócios atentos à inovação, o desafio agora é ampliar o acesso, acelerar a capacitação e fortalecer a cultura empreendedora para competir na nova economia.

Eurípedes Pedrinha é diretor técnico Sebrae/ES

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