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Fim da hiperglobalização é vantagem para o ES, diz Giannetti

Especialistas apontam  oportunidades para o ES na nova economia global e alertam para os impactos da reforma tributária

Por Letícia Arcanjo

A programação da Semana S do Comércio, realizada na sexta-feira (15), reuniu empresários e lideranças capixabas para discutir os impactos da economia global, os desafios da gestão empresarial e as transformações do mercado de trabalho.

Entre os palestrantes convidados estavam o PhD em economia, Eduardo Giannetti, e o escritor, Pedro Salomão.

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Em entrevista à ES Brasil, Eduardo Giannetti destacou que o mundo enfrenta uma crise que sinaliza o fim da hiperglobalização, regime marcado pela intensa integração e interdependência máxima dos mercados internacionais.

Segundo o PhD em economia, o esgotamento dessa antiga ordem força uma transição para uma nova configuração geopolítica mundial que, apesar das incertezas econômicas, tende a abrir oportunidades estratégicas para o desenvolvimento do Brasil em áreas como energia limpa, produção alimentar, turismo e mineração.

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Giannetti pontua que o Espírito Santo aparece em posição estratégica por ser um dos estados brasileiros mais integrados ao comércio internacional. “No momento em que o Brasil busca repensar e ampliar sua participação no comércio internacional, o Espírito Santo, por uma série de fatores como localização geográfica, recursos naturais e logística, está extremamente bem posicionado para se dinamizar ainda mais”, afirma.

Reforma Tributária

Sobre a reforma tributária, Giannetti avaliou que o fim gradual da guerra fiscal exigirá adaptação, principalmente, dos estados que foram mais agressivos em oferecer concessões.

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Eduardo Giannetti é PhD em economia. Foto: Letícia Arcanjo

“O Espírito Santo tem tudo para atrair investimentos sem precisar fazer concessões muito onerosas de arrecadação para poder atrair empresas que naturalmente viriam para trabalhar dadas as condições favoráveis que o Estado oferece, pontua.

O presidente do Sistema Fecomércio-ES, Idalberto Moro, também comentou os impactos da reforma tributária para o Estado.

Para ele, o Espírito Santo pode perder parte da arrecadação vinculada aos setores incentivados, especialmente nas áreas de atacado, importação e indústria, com a mudança gradual da cobrança de impostos para o destino do consumo.

“Há uma perda, mas nós temos um período de cerca de 7 anos de transição para construir outros segmentos econômicos e reduzir esse impacto”, ressalta.  

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Gestão humanizada

Já o escritor Pedro Salomão, em entrevista à ES Brasil, abordou os desafios da retenção de talentos e da gestão humanizada nas empresas. Segundo ele, a felicidade corporativa deixou de ser um conceito abstrato e passou a integrar as demandas do mercado de trabalho contemporâneo.

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Pedro Salomão é escritor e administrador pós-graduado em Sociologia Política e Cultural. Foto: Letícia Arcanjo

Nesse sentido, ele destaca que as características culturais  do Espírito Santo atuam como um diferencial competitivo para atração e permanência de profissionais.

Salomão também defendeu que a conexão com a natureza e a qualidade de vida presentes no Estado podem contribuir para modelos de trabalho mais sustentáveis, especialmente no cenário pós-pandemia e de expansão do home office.

“Nós vemos hoje empresas investindo em clubes de corrida, em projetos nutricionais, em alimentação, e eu acho que esse bem-estar global, é o que pode fazer com que os indivíduos produzam mais sem abrir mão da saúde”, afirma. 

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